Em relação à infecção do trato urinário, julgue os itens. ...
Em relação à infecção do trato urinário, julgue os itens.
I. Os achados de imagem na pielonefrite aguda são normais em até 75 % dos casos.
II. A US é o melhor método para diferenciar pionefrose de uma hidronefrose não infectada.
III. A pielografia anterógrada formal deve ser adiada para um segundo momento em pacientes com pionefrose grave, para não causar sepse.
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Gabarito comentado
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Gabarito: E) Todas estão corretas.
Tema central: A questão aborda aspectos da infecção do trato urinário (ITU), destacando especialmente o papel dos exames de imagem em pielonefrite aguda e pionefrose — condições amplamente relevantes para a atuação do médico em radiologia.
I – Achados de imagem na pielonefrite aguda são normais em até 75% dos casos.
Este item está correto. Segundo o Colégio Brasileiro de Radiologia e literatura indicada (p.ex., Harrison’s Principles of Internal Medicine), a maioria dos pacientes – especialmente adultos imunocompetentes – pode apresentar exames de imagem normais na pielonefrite aguda, sendo alterações detectáveis em apenas cerca de 25-30% dos casos, notadamente em situações atípicas ou complicadas.
Dica de prova: Atenção ao uso de percentuais e à palavra “até” — indica um limite máximo, não uma obrigatoriedade.
II – A US é o melhor método para diferenciar pionefrose de hidronefrose não infectada.
Item correto. A ultrassonografia (US) é o método de escolha inicial por ser amplamente disponível, não invasivo e eficaz na detecção de níveis líquidos-ecogênicos e debris na pionefrose, o que diferencia da hidronefrose limpa (Flauzina et al., Radiol Bras). Embora a TC seja sensível, na urgência e na diferenciação rápida, a US é a primeira escolha.
Ponto-chave: US avalia conteúdo interno líquido/turvo e septações sugestivas de infecção.
III – Pielografia anterógrada formal deve ser adiada em pionefrose grave para não causar sepse.
Está correto. Conforme protocolos como o MSD Manuals e consensos urológicos, procedimentos invasivos em infectados graves aumentam o risco de sepse. A prioridade é drenagem e estabilização antes de exames contrastados invasivos.
Pegadinha comum: Muitos alunos supõem que todo exame deve ser realizado prontamente; nestes casos, adiar pode salvar vidas.
Análise das alternativas:
A, B, C, D: erradas, pois cada uma ignora ao menos um dos itens verdadeiros, de acordo com evidências e diretrizes.
Resumo prático: Todos os itens estão corretos segundo as melhores referências médicas e protocolos. Atenção a percentuais, indicações de exames e procedimentos invasivos em contexto infeccioso.
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