Homem, 52 anos de idade, com histórico de Doença do Refluxo...

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Q4237955 Patologia
Homem, 52 anos de idade, com histórico de Doença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE) há mais de 10 anos, em uso irregular de inibidor de bomba de prótrons, procura avaliação por pirose e regurgitação recorrentes. É submetido à endoscopia digestiva alta, que mostra mucosa salmão acima da linha Z, com biópsia confirmando metaplasia intestinal especializada. Sem displasia. Dentre as alternativas apresentadas, assinale a conduta mais adequada neste caso. 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A diretriz decisiva (ACG/ASGE) orienta que o esôfago de Barrett com metaplasia intestinal especializada e sem displasia deve permanecer em vigilância endoscópica periódica, em geral não mais frequentemente que a cada 3–5 anos; terapia ablativa endoscópica não é recomendada rotineiramente na ausência de displasia.

Tema central: Barrett sem displasia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque Barrett confirmado histologicamente não recebe alta apenas por ausência de displasia. A ausência de displasia reduz o risco de progressão em relação ao Barrett displásico, mas não elimina a necessidade de vigilância endoscópica periódica.
B
Errada
Está errada porque o diagnóstico já foi confirmado por endoscopia com biópsia mostrando metaplasia intestinal especializada. Sem displasia, sem menção a biópsia inadequada e sem cenário de displasia indefinida, não há base para repetir em 1 ano apenas para confirmação. As diretrizes apontadas na base recomendam vigilância mais espaçada, em geral 3–5 anos.
C
Certa
A alternativa C está correta porque o enunciado já confirma esôfago de Barrett pela presença de metaplasia intestinal especializada na biópsia, e não há displasia. Nesse cenário, a conduta é vigilância endoscópica periódica, não alta do seguimento, não repetição em 1 ano apenas para confirmar o diagnóstico e não ablação por radiofrequência de rotina. Como as diretrizes citadas na base recomendam intervalo de 3–5 anos, a opção de 3 anos é a melhor resposta entre as alternativas.
D
Errada
Está errada porque ablação por radiofrequência não é recomendada rotineiramente no Barrett sem displasia. A terapia erradicadora endoscópica é reservada principalmente para Barrett com displasia confirmada ou neoplasia superficial; neste caso, a conduta é vigilância, não ablação.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'sem displasia' e 'sem necessidade de seguimento'. O ponto decisivo não é apenas reconhecer Barrett, mas saber que Barrett não displásico continua exigindo vigilância e não indica ablação rotineira.
Dica para questões semelhantes
  • Se a biópsia confirmou metaplasia intestinal especializada, o diagnóstico de Barrett está feito; a próxima decisão depende da presença ou ausência de displasia.
  • Barrett sem displasia pede vigilância endoscópica periódica, classicamente em 3–5 anos; entre as alternativas apresentadas, 3 anos é a melhor resposta.
  • Não iguale ausência de displasia a alta do seguimento, e não indique terapia ablativa de rotina sem displasia confirmada.

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