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No perioperatório em cirurgia de cabeça e pescoço há compon...

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Q3909062 Medicina
No perioperatório em cirurgia de cabeça e pescoço há componentes críticos que modulam mortalidade precoce e morbidade tardia. A adoção de protocolos ERAS (enhanced recovery) para cabeça e pescoço tem modificado condutas clássicas sobre timing de nutrição, anticoagulação profilática e metas de sedação e mobilização.
Diante disso, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto central cobrado é a aplicação do ERAS em cirurgia maior de cabeça e pescoço com reconstrução: entre os componentes do protocolo, a nutrição enteral precoce, idealmente em até 24 horas, é a conduta alinhada às diretrizes e distingue a alternativa correta das demais, que contrariam princípios perioperatórios atuais.

Tema central: ERAS em cabeça e pescoço
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inverte a lógica da microcirculação do retalho. A base afirma que não existe recomendação contemporânea de manter hematócrito intraoperatório acima de 40% para 'otimizar fluxo laminar'. Hematócrito elevado aumenta a viscosidade sanguínea e pode prejudicar a perfusão microvascular. O alvo perioperatório é evitar anemia importante, mas também evitar hemoconcentração.
B
Errada
Está errada porque confunde manejo de betabloqueador crônico com introdução recente no perioperatório. Pela base, iniciar betabloqueador a menos de 7 dias da cirurgia não é estratégia perioperatória de rotina e pode aumentar instabilidade hemodinâmica, como bradicardia e hipotensão. Além disso, a justificativa dada na alternativa é falsa: não há base aceita para manter betabloqueador recém-iniciado com a finalidade de prevenir vasoespasmo arterial microvascular do retalho.
C
Errada
Está errada porque contraria diretamente o objetivo do ERAS no pós-operatório de retalho livre. A base informa que a estratégia contemporânea favorece despertar, monitorização clínica frequente do retalho, extubação quando possível e mobilização precoce. Sedação profunda prolongada nas primeiras 48 horas dificulta monitorização, retarda mobilização e não é estratégia comprovada para reduzir trombose primária do retalho.
D
Certa
A alternativa D está correta porque descreve um componente reconhecido dos protocolos ERAS em cirurgia maior de cabeça e pescoço com retalho livre: evitar jejum prolongado e iniciar suporte enteral precocemente, tipicamente dentro de 24 horas, quando a via oral é inadequada. Segundo a base, isso integra a melhor prática da ERAS Society e é reforçado por diretrizes de nutrição em cabeça e pescoço. O fundamento médico é favorecer recuperação perioperatória mais rápida, com associação a menor tempo de internação, menor taxa de infecção e segurança global em cenários selecionados.
Pegadinha da questão
A banca mistura um pilar real do ERAS — nutrição enteral precoce — com racionalizações fisiológicas sedutoras, porém incorretas, sobre hematócrito alto, betabloqueador recém-iniciado e sedação profunda como suposta proteção microvascular do retalho.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão citar ERAS em cabeça e pescoço, procure condutas de recuperação acelerada: realimentação enteral precoce, despertar e mobilização precoces, não práticas de jejum ou sedação prolongados.
  • Em retalho livre, desconfie de alternativas que proponham hemoconcentração como meta de perfusão: na microcirculação, aumento de viscosidade pode ser deletério.
  • Não confunda 'manter betabloqueador crônico' com 'iniciar poucos dias antes da cirurgia'; a base só sustenta que o início recente não é estratégia protetora do retalho.

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