Paciente com esofagite erosiva grau C (Los Angeles) foi tra...

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Q4237947 Medicina
Paciente com esofagite erosiva grau C (Los Angeles) foi tratado por 8 semanas com IBP (inibidor de bomba de prótons). Qual conduta é recomendada após esse período?
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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Esofagite erosiva de Los Angeles grau C é forma grave de DRGE; após 8 semanas de IBP, a ACG 2022 recomenda manutenção com IBP em longo prazo e endoscopia de controle para confirmar cicatrização e avaliar possível Barrett oculto. Isso torna a alternativa D a conduta compatível com o caso e afasta suspensão simples, uso apenas conforme sintomas ou troca por H2-bloqueador.

Tema central: Esofagite erosiva grave
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque usar ausência de sintomas como critério para suspender o IBP não vale para esofagite erosiva grave. Em LA grau C, a gravidade endoscópica indica alto risco de recorrência clínica e endoscópica após retirada do IBP, independentemente de melhora sintomática inicial. A diretriz citada na base recomenda manutenção prolongada/indefinida com IBP em LA C/D.
B
Errada
Está errada porque transforma o seguimento em estratégia sob demanda, guiada apenas por sintomas. Esse raciocínio pode servir para quadros não erosivos ou leves, mas não para LA grau C, em que o alvo terapêutico inclui manter a cicatrização da mucosa. Em esofagite erosiva grave, a conduta não depende apenas de reaparecimento de sintomas.
C
Errada
Está errada porque propõe retirar o IBP e substituí-lo por bloqueador H2, mas a base afirma que antagonistas H2 são menos eficazes que IBP para manutenção da cicatrização da esofagite erosiva. Em LA C, a conduta preferencial é manter IBP, não trocar empiricamente para H2-bloqueador.
D
Certa
A alternativa D é a única que reúne as duas condutas exigidas nesse cenário: manutenção do IBP após a fase inicial e repetição da endoscopia. Isso se sustenta porque LA grau C tem alta probabilidade de recidiva quando a supressão ácida é retirada, de modo que o objetivo não é só controlar sintomas, mas manter cicatrização mucosa. Além disso, nas formas LA C/D, a EDA de controle é recomendada após o tratamento inicial para documentar cicatrização e pesquisar esôfago de Barrett que pode não ser identificável durante a esofagite intensa. A dose de manutenção deve ser a menor dose eficaz para manter controle e cicatrização.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre controle sintomático de DRGE leve/não erosiva e manejo de esofagite erosiva grave: o paciente pode estar melhor após 8 semanas, mas LA grau C não autoriza suspensão simples nem tratamento apenas conforme sintomas.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado trouxer Los Angeles C ou D, pense em doença erosiva grave: manutenção com IBP é a regra, não suspensão por melhora clínica.
  • Em LA C/D, não use sintomas como único marcador de seguimento; o risco relevante é recorrência da lesão mucosa.
  • Após tratamento inicial de LA C/D, lembre da EDA de controle para confirmar cicatrização e avaliar Barrett oculto pela inflamação.
  • Se a alternativa trocar IBP por H2-bloqueador na manutenção de esofagite erosiva grave, elimine pela menor eficácia do H2 para manter cicatrização.

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