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Os casos de Febre Hemorrágica da dengue são classificados d...

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Q3654331 Enfermagem
Os casos de Febre Hemorrágica da dengue são classificados de acordo com a sua gravidade. Assinale a alternativa CORRETA. 
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Tema central: Classificação da Febre Hemorrágica da Dengue (FHD) pelo sistema clássico da OMS/1997, que estratifica a gravidade em Graus I a IV. Grau III e IV constituem a Síndrome do Choque da Dengue (SCD). Esse modelo ainda cai muito em provas, embora a OMS/2009 use “dengue com/sem sinais de alarme” e “dengue grave”.

Alternativa correta (C) – por quê? O Grau III descreve colapso circulatório: pulso fraco e rápido, pressão de pulso estreita (≤20 mmHg) ou hipotensão, pele fria e pegajosa e inquietação. Esses achados refletem choque por extravasamento plasmático devido ao aumento da permeabilidade capilar, típico da fase crítica da FHD. Referência: OMS 1997; Ministério da Saúde (Brasil); UpToDate; Harrison’s.

Por que as demais estão incorretas?

A: Afirma “Grau V” com choque profundo e PA ausente. Não existe Grau V na classificação clássica. O quadro descrito corresponde ao Grau IV (choque profundo com PA e pulso não detectáveis). Portanto, erro conceitual de nomenclatura.

B: Atribui ao Grau I “hemorragias espontâneas leves” (ex.: petequias, epistaxe). Isso é Grau II. No Grau I, a única manifestação hemorrágica é a prova do laço positiva, sem sangramentos espontâneos.

D: Diz que no Grau II há apenas febre com sintomas inespecíficos e prova do laço positiva. Isso define o Grau I. No Grau II, há hemorragias espontâneas (pele/mucosas). Inversão dos graus.

Dica de prova (pegadinhas): Memorize o mapa rápido:
Grau I = prova do laço positiva, sem sangramento espontâneo.
Grau II = sangramentos espontâneos leves (pele/mucosa).
Grau III = choque com pulso fraco/rápido e pressão de pulso estreita.
Grau IV = choque profundo, PA e pulso indetectáveis.
Se aparecer “pressão de pulso imperceptível” e “PA ausente” com rótulo de “Grau V”, está errado: é Grau IV.

Critérios diagnósticos da FHD (OMS/1997): febre; trombocitopenia (≤100.000/mm³); tendência hemorrágica (prova do laço positiva ou sangramento espontâneo); e evidência de extravasamento plasmático (hemoconcentração, derrames serosos, hipoalbuminemia).

Conduta resumida: Graus I–II: hidratação cuidadosa e observação. Graus III–IV (SCD): reposição volêmica rápida com cristaloides, monitorização hemodinâmica e busca de sinais de extravasamento; evitar AINEs e usar hemoderivados apenas quando indicado. Diretrizes: OMS, Ministério da Saúde.

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