Em relação à infecção do trato urinário, analise as afirmat...
Em relação à infecção do trato urinário, analise as afirmativas abaixo:
I. Pode ser caracterizada clinicamente pela presença de três queixas: disúria, polaciúria e hematúria. Esses sintomas são geralmente agudos, concomitantes e de aparecimento abrupto. Outros sintomas podem estar presentes, tais como: dor na palpação da região suprapúbica, mal- -estar geral, urina turva e com odor desagradável e raramente febre.
II. O diabético merece um olhar diferenciado, pois nesse grupo de indivíduos a infecção do trato urinário pode evoluir mais rapidamente para complicações que podem prejudicar a função renal significativamente (sobretudo em mulheres).
III. O Sulfametoxazol/trimetropim não é uma droga de escolha para tratamento de infecção do trato urinário em crianças.
O número de afirmativas incorretas corresponde a:
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Gabarito Comentado – Infecção do Trato Urinário (ITU)
Tema central: A questão aborda características clínicas, grupos de risco e opções terapêuticas na infecção do trato urinário, foco recorrente em concursos e essencial na prática médica geral.
Análise das afirmativas:
I. Sintomas de ITU
Correta. ITU apresenta-se geralmente com disúria, polaciúria e, menos frequentemente, hematúria. Sintomas como dor suprapúbica, urina turva e odor fétido são comuns; febre é rara na cistite simples e sugere sempre investigar pielonefrite, especialmente em crianças (Ministério da Saúde – Protocolo ITU, p. 6).
II. Diabéticos e ITU
Correta. Pacientes diabéticos, principalmente mulheres, têm maior propensão a ITU complicada, com evolução mais rápida e risco aumentado de sequelas renais. De acordo com o Ministério da Saúde (PCDT Diabetes Mellitus, p. 43): “O risco de complicações infecciosas é elevado nos diabéticos, necessitando vigilância diferenciada.”
III. Sulfametoxazol-trimetoprima e ITU em crianças
Incorreta. O Sulfametoxazol/Trimetoprima (SMX-TMP) ainda é opção válida para ITU em crianças em muitos protocolos (SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria), salvo nos locais com alta resistência. Manual do Estado de São Paulo enfatiza cautela pela resistência crescente, mas não exclui o uso: “O uso de SMX-TMP deve ser ponderado frente à resistência bacteriana local.”
Estratégia para provas:
Atenção a pegadinhas! Não confunda opção de escolha com proibição de uso—na ausência de contraindicação expressa ou resistência comprovada, a droga ainda figura nos protocolos. Analise verbos categóricos (“não é”, “sempre”, “nunca”) e questione generalizações.
Resumo:
Duas afirmativas estão corretas (I e II), apenas uma está incorreta (III). Alternativa B.
Referências utilizadas: Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde – ITU e Diabetes Mellitus; Sociedade Brasileira de Pediatria.
Conclusão final: Você deve saber reconhecer sintomas típicos, fatores de risco em grupos especiais (como diabéticos) e fazer a escolha terapêutica baseada em protocolos e contexto epidemiológico.
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