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Q3576476 Medicina
Com referência ao quadro de uma paciente de 16 anos de idade, que apresenta dor abdominal iniciada no epigástrio e que posteriormente se localizou em fossa ilíaca direita e no hipogástrio, julgue o próximo item. 
Se a paciente apresentar febre e negar atividade sexual, a hipótese de apendicite aguda deve ser considerada.
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Gabarito: C (Certo)

Tema central: A questão aborda o diagnóstico clínico de apendicite aguda em adolescente do sexo feminino, enfatizando sua apresentação típica e os diagnósticos diferenciais nessa faixa etária.

Justificativa para a alternativa correta:

A apendicite aguda é uma das principais causas de abdome agudo em adolescentes. Sua manifestação clássica inclui dor abdominal que migra do epigástrio/periumbilical para a fossa ilíaca direita, associada a febre, náuseas e vômitos. Esse padrão de migração da dor reflete o envolvimento inicial apenas visceral e posteriormente parietal, como descrito em Sabiston – Tratado de Cirurgia (Cap. 49, 21ª ed.).

Em adolescentes do sexo feminino, o diagnóstico é desafiador devido à proximidade de órgãos ginecológicos. Segundo o UpToDate (2023), doença inflamatória pélvica (DIP) deve sempre ser considerada, porém a ausência de atividade sexual reduz significantemente a chance de DIP.

Assim, um quadro típico de dor migratória, febre e localização em fossa ilíaca direita obriga a manter a apendicite aguda como principal hipótese, mesmo sem atividade sexual.

Análise da alternativa incorreta (E):

Classificar como "errado" (E) seria equivocado, pois descartar apendicite diante da negativa de atividade sexual não encontra respaldo em evidências ou protocolos reconhecidos. Muitas causas ginecológicas de dor são independentes de sexo (cisto torsido, corpos lúteos), mas apenas a DIP tem forte associação com atividade sexual. Ignorar apendicite nesse cenário pode atrasar diagnóstico e colocar a vida da paciente em risco, contrariando a prática preconizada e as recomendações da Sociedade Brasileira de Cirurgia.

Dicas e estratégias de prova:

Palavras com movimento migratório típico da dor ou sintomas sistêmicos (febre) em abdome agudo devem sempre direcionar a suspeita para apendicite, independente da história sexual. Atenção para pegadinhas que sugerem que ausência de determinado antecedente exclui diagnóstico – nem sempre isso é verdadeiro em doenças comuns!

Citação literal:

“A apendicite aguda deve ser suspeitada em qualquer paciente com dor abdominal inicialmente periumbilical e posteriormente na fossa ilíaca direita, independentemente do sexo ou da história ginecológica.”
(Sabiston, Cap. 49, 21ª ed.)

Resumo: Nesta faixa etária, apendicite aguda permanece como hipótese obrigatória com padrão típico de dor, mesmo sem atividade sexual. Isso reflete o consenso entre diretrizes e literatura médica atual.

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