Paciente do sexo masculino, 29 anos, fez um raio-x panorâmic...

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Q3735449 Odontologia
Paciente do sexo masculino, 29 anos, fez um raio-x panorâmico de controle e foi verificado uma área radiolúcida bem circunscrita por uma borda esclerótica, abaixo do canal mandibular, entre o molar e o ângulo da mandíbula. Não há sintomatologia. Assinale o possível diagnóstico para alteração descrita.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A combinação de radiolucência bem circunscrita com borda esclerótica, assintomática, abaixo do canal mandibular, na região posterior entre o molar e o ângulo da mandíbula, corresponde ao padrão clássico de defeito ósseo de Stafne e define a alternativa C.

Tema central: Defeito ósseo de Stafne
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por incompatibilidade anatômica. O cisto do ducto nasopalatino ocorre na linha média da região anterior da maxila, no canal incisivo. A questão descreve uma lesão na mandíbula posterior, abaixo do canal mandibular, entre molar e ângulo da mandíbula. Portanto, o sítio anatômico exclui essa alternativa.
B
Errada
Está errada porque o cisto nasolabial é lesão de tecidos moles da região do sulco nasolabial, isto é, perinasal e geralmente extraóssea. Não corresponde a radiolucência intraóssea típica localizada na mandíbula posterior e inferior ao canal mandibular. O erro aqui é ignorar que se trata de lesão de partes moles, não de defeito ósseo mandibular com esse padrão.
C
Certa
A alternativa C está correta porque reúne exatamente o padrão descrito para o defeito ósseo de Stafne: imagem radiolúcida unilocular, bem circunscrita, corticulada, descoberta incidentalmente, em paciente assintomático, situada na mandíbula posterior abaixo do canal mandibular. Esse conjunto de localização e aspecto radiográfico é o dado decisivo. A própria base ressalta que se trata classicamente de defeito ósseo estático/depressão óssea lingual, e não de cisto verdadeiro, embora a banca use a denominação "cisto de Stafne".
D
Errada
Está errada por incompatibilidade topográfica marcante. O chamado cisto glóbulo-maxilar é descrito classicamente como radiolucência entre incisivo lateral superior e canino, portanto na maxila anterior. Mesmo com a controvérsia sobre essa entidade, a base é suficiente para excluir a alternativa porque a imagem do enunciado está na mandíbula posterior, abaixo do canal mandibular.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: usar o nome "cisto de Stafne" para uma alteração que classicamente não é cisto verdadeiro, e tentar desviar o candidato para outras radiolucências bem delimitadas sem respeitar o dado que realmente decide a questão, que é a localização abaixo do canal mandibular na mandíbula posterior.
Dica para questões semelhantes
  • Em radiolucências dos maxilares, primeiro decida pela topografia anatômica antes de pensar no nome da lesão.
  • Lesão assintomática, incidental, bem delimitada e abaixo do canal mandibular na região posterior da mandíbula aponta fortemente para defeito de Stafne.
  • Exclua cistos da maxila anterior e lesões perinasais de partes moles quando a imagem estiver claramente na mandíbula posterior intraóssea.

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