Diante de uma criança com Genitália ambígua, devemos conduzi...

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Q3835582 Medicina
Diante de uma criança com Genitália ambígua, devemos conduzir as seguintes ações, EXCETO: 
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na presença de genitália ambígua, a atribuição social/registral do sexo não deve ser feita de forma precipitada; a conduta correta é investigação estruturada e comunicação cuidadosa com a família antes da definição sexual. Como a alternativa D afirma que o essencial é registrar a criança em cartório independentemente da ambiguidade, ela contraria esse princípio e é a exceção.

Tema central: Genitália ambígua
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a exceção porque descreve a linha geral correta de manejo inicial: comunicação com os pais sem definir prematuramente menino ou menina e investigação por USG pélvica e perfil hormonal compatível com etiologias como hiperplasia adrenal congênita. A base ressalta que pode haver variação no painel exato entre serviços, mas isso não invalida o princípio médico da alternativa.
B
Errada
Não é a exceção porque a genitografia pode ser usada para estudar a anatomia do seio urogenital e orientar o planejamento reconstrutivo. Embora não seja exame obrigatório em todos os casos logo de início, a afirmação é tecnicamente aceitável como recurso anatômico complementar.
C
Errada
Não é a exceção porque a associação entre cariótipo 46,XX, genitália ambígua e elevação de esteroides/precursores adrenais aponta para hiperplasia congênita da adrenal, causa clássica de virilização pré-natal nesse contexto. O termo 'esteroides elevados' é amplo, mas dentro do cenário clínico da questão a inferência está correta.
D
Certa
A alternativa D é a exceção porque transforma o registro civil imediato em prioridade universal, o que está tecnicamente errado nesse cenário. Na abordagem inicial dos distúrbios da diferenciação do sexo, o ponto central é evitar fixar precocemente um sexo social antes da avaliação diagnóstica adequada, já que isso pode entrar em conflito com a etiologia, a anatomia interna, o potencial gonadal/endócrino e o planejamento terapêutico. A preocupação psicossocial existe, mas não justifica uma atribuição registral independente da investigação.
E
Errada
Não é a exceção dentro da formulação clássica da prova. Em 46,XX com hiperplasia congênita da adrenal, com gônadas e estruturas internas femininas, a condução tradicionalmente aceita sustenta designação preferencial para o sexo feminino. A base alerta que o enunciado simplifica tema hoje mais individualizado, mas isso não torna a alternativa errada na lógica cobrada.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de confundir acolhimento psicossocial com necessidade de registro civil imediato. A alternativa D parece protetiva por falar em evitar estigmas, mas erra justamente por antecipar uma definição que deve esperar investigação especializada.
Dica para questões semelhantes
  • Em genitália ambígua, primeiro pense em não atribuir sexo de forma precipitada; esse é o critério que costuma decidir a questão.
  • Dê valor às alternativas que priorizam comunicação cuidadosa com a família e investigação anatômica e hormonal.
  • Em 46,XX com virilização e precursores esteroidais elevados, hiperplasia congênita da adrenal é a hipótese clássica.

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