O cisto de colédoco é uma dilatação cística da via biliar de...

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Q3835557 Medicina
O cisto de colédoco é uma dilatação cística da via biliar decorrente de uma junção anômala do ducto pancreático principal e colédoco (Teoria de Babbitt), com refluxo de enzimas pancreáticas levando à destruição gradativa da parede do canal biliar e dilatação de vias biliares extra e/ou intrahepática.
Qual das seguintes questões NÃO é característica clínica desta patologia? 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O ponto técnico decisivo é que, no cisto de colédoco, a ressecção parcial/subtotal por aderência a estruturas nobres não elimina a necessidade de reconstrução biliodigestiva; assim, a afirmação de que o procedimento de Lilly dispensa anastomose biliodigestiva contradiz o tratamento cirúrgico consolidado e torna a alternativa D incorreta.

Tema central: Tratamento cirúrgico do cisto de colédoco
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a alternativa a ser marcada porque o núcleo médico da frase está correto: o cisto de colédoco se associa a maior risco de malignização, incluindo colangiocarcinoma, em contexto de junção pancreatobiliar anômala e refluxo de conteúdo pancreático/biliar. Pela base, a referência ao litocolato é acessória e não invalida a associação central cobrada.
B
Errada
Está compatível com a classificação de Todani, que é morfológica. O tipo III corresponde à coledococele, e a base afirma que essa lesão pode ter tratamento endoscópico em casos selecionados. Portanto, não é a afirmação incorreta.
C
Errada
A alternativa preserva a distinção clínica relevante entre crianças e adultos: a tríade clássica de dor abdominal, icterícia e massa palpável é muito mais frequente na faixa pediátrica e incomum em adultos. Esse padrão está de acordo com a base, então a afirmação não deve ser excluída.
D
Certa
A alternativa D é a única que contraria o princípio cirúrgico consolidado da doença. Quando a parede do cisto está intimamente aderida a estruturas nobres, pode-se deixar parte da parede posterior para evitar lesão iatrogênica, mas essa modificação técnica não dispensa a reconstrução do trânsito biliar. A derivação biliodigestiva, em geral por hepático-jejunostomia em Y de Roux, permanece parte obrigatória do tratamento após ressecção total ou subtotal do cisto extra-hepático.
E
Errada
A ideia central é aceitável dentro da base: pacientes com complicações biliares recorrentes e evolução hepática desfavorável exigem seguimento prolongado, e casos selecionados com doença intra-hepática extensa, hepatopatia avançada ou colangite recorrente evolutiva podem necessitar transplante hepático. O ponto decisivo é que a alternativa não contraria o conhecimento consolidado; apenas não deve ser lida como indicação automática de transplante para toda colangite de repetição.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre ressecção subtotal por segurança técnica e ausência de reconstrução biliar: o procedimento de Lilly reduz risco de lesão em aderências difíceis, mas não elimina a necessidade de anastomose biliodigestiva.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão misturar classificação, clínica e cirurgia do cisto de colédoco, procure primeiro a alternativa que viole o princípio fixo do tratamento: ressecção do cisto extra-hepático com reconstrução biliodigestiva.
  • Se aparecer procedimento de Lilly, lembre que ele muda a extensão da ressecção por aderência a estruturas nobres, não o objetivo final de drenagem biliar definitiva.
  • Todani tipo III é exceção importante: coledococele pode ter abordagem endoscópica em casos selecionados.
  • Risco de malignização e necessidade de seguimento tardio são características verdadeiras da doença e ajudam a eliminar alternativas.

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