Em relação ao quadro anterior, quais achados histopatológico...

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Q3835555 Medicina
Em relação ao quadro anterior, quais achados histopatológicos e ultrassonográficos podem ser evidenciados? 
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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A resolução depende de reconhecer o padrão clássico de atresia biliar na correlação entre histopatologia e ultrassonografia: proliferação ductular, plugs biliares e fibrose portal variável, com vesícula biliar hipoplásica/anômala, ausência ou alteração da via biliar extra-hepática e sinal da corda triangular. Esse conjunto é o que torna a alternativa C correta.

Tema central: Atresia biliar
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque rarefação dos ductos biliares intra-hepáticos aponta para síndrome pauciductal/escassez ductal intra-hepática, e não para o padrão típico da atresia biliar. Na atresia biliar, o esperado é proliferação ductular portal com plugs biliares, não paucidade ductal. A hipoplasia da vesícula biliar isoladamente pode sugerir atresia biliar, mas o componente histológico invalida a alternativa.
B
Errada
Está errada porque transformação gigantocelular dos hepatócitos com preservação da arquitetura hepática e dos ductos biliares é mais compatível com hepatite neonatal/colestase hepatocelular do lactente do que com atresia biliar. Além disso, dilatação das vias biliares não é o padrão ultrassonográfico clássico da atresia biliar, em que a via biliar extra-hepática costuma estar ausente, atrésica ou não visível.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve o fenótipo anatomopatológico e ultrassonográfico típico da atresia biliar. Na histologia, o achado esperado é proliferação ductular biliar com plugs biliares intra-hepáticos e fibrose de grau variável. Na ultrassonografia, o padrão compatível é vesícula biliar hipoplásica ou anômala, não visualização normal do hepatocolédoco e sinal da corda triangular no hilo hepático. Essa combinação corresponde ao diagnóstico cobrado.
D
Errada
Está errada porque mistura achados de entidades diferentes: transformação gigantocelular remete a hepatite neonatal, enquanto ductos biliares em 'casca de cebola' correspondem a fibrose periductal concêntrica típica de colangiopatia fibrosante, como colangite esclerosante, e não ao padrão clássico da atresia biliar. O ultrassom com vias biliares intra e extra-hepáticas normais também não define o quadro típico cobrado.
E
Errada
Está errada porque infiltrado inflamatório com plasmócitos e eosinófilos e pontes fibrosas porta-porta não constitui o marcador histológico definidor da atresia biliar nesta questão. Além disso, dilatação de vias biliares intra e extra-hepáticas não corresponde ao padrão ultrassonográfico clássico da atresia biliar neonatal, no qual se espera alteração ou ausência de visualização da via biliar extra-hepática e não dilatação difusa.
Pegadinha da questão
A banca misturou achados verdadeiros de outras causas de colestase neonatal e de outras colangiopatias com elementos de atresia biliar. A confusão central é trocar proliferação ductular por paucidade ductal, ou aceitar transformação gigantocelular e dilatação biliar como se definissem atresia biliar.
Dica para questões semelhantes
  • Em colestase neonatal, atresia biliar se reconhece pela dupla: proliferação ductular com plugs biliares na histologia e vesícula biliar anômala/hipoplásica com sinal da corda triangular no ultrassom.
  • Transformação gigantocelular dos hepatócitos favorece hepatite neonatal e não substitui o padrão histológico definidor de atresia biliar.
  • Paucidade de ductos intra-hepáticos aponta para síndrome pauciductal, enquanto atresia biliar típica cursa com aumento/proliferação ductular portal.
  • Não assuma que obstrução biliar neonatal obrigatoriamente cause dilatação das vias biliares; isso não é o padrão clássico da atresia biliar.

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