Leia o texto abaixo, atentamente.ALTERIDADEO que é alteridad...

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Ano: 2011 Banca: FUMARC Órgão: Prefeitura de Nova União - RO
Q1230916 Português
Leia o texto abaixo, atentamente.
ALTERIDADE
O que é alteridade? É ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem. A nossa tendência é colonizar o outro, ou partir do princípio de que eu sei e ensino para ele. Ele não sabe. Eu sei melhor e sei mais do que ele. Toda a estrutura do ensino no Brasil, criticada pelo professor Paulo Freire, é fundada nessa concepção. O professor ensina e o aluno aprende. É evidente que nós sabemos algumas coisas e aqueles que não foram à escola sabem outras tantas, e graças a esta complementação vivemos em sociedade. Como disse um operário num curso de educação popular: “Sei que, como todo mundo, não sei muitas coisas”. Numa sociedade como a brasileira, em que o apartheid é tão arraigado, predomina a concepção de que aqueles que fazem serviço braçal não sabem. No entanto, nós que fomos formados como anjos barrocos da Bahia e de Minas, que só têm cabeça e não têm corpo, não sabemos o que fazer das mãos. Passamos anos na escola, saímos com Ph.D, porém não sabemos cozinhar, costurar, trocar uma tomada ou um interruptor, identificar o defeito do automóvel... e nos consideramos eruditos. E o que é pior, não tem equilíbrio emocional para lidar com as relações de alteridade. Daí porque, agora, substituíram o Q.I. para o Q.E, o Quociente Intelectual para o Quociente Emocional. Por quê? Porque as empresas estão constatando que há, entre seus altos funcionários, uns meninões infantilizados, que não conseguem lidar com o conflito, discutir com o colega de trabalho, receber uma advertência do chefe e, muito menos, fazer uma crítica ao chefe. Bem, nem precisamos falar de empresa. Basta conferir na relação entre casais. Haja reações infantis... Quem dera fosse levada à prática a idéia de pelo menos, a cada três meses, um setor da empresa fazer uma avaliação, dentro da metodologia de crítica e autocrítica. E que ninguém ficasse isento desta avaliação. Como Jesus um dia fez, ao reunir um grupo dos 12 e perguntou: “O que o povo pensa de mim?” E depois acrescentou: “E o que vocês pensam de mim?” Quem, na cultura ocidental, melhor enfatizou a radical dignidade de cada ser humano, inclusive a sacralidade, foi Jesus. O sujeito pode ser paralítico, cego, imbecil, inútil, pecador, mas ele é templo vivo de Deus, é imagem e semelhança de Deus. Isso é uma herança da tradição hebraica. Todo ser humano, dentro da perspectiva judaica ou cristã, é dotado de dignidade pelo simples fato de ser vivo. Não só o ser humano, todo o Universo. Paulo, na Epístola aos Romanos, assinala: “Toda a Criação geme em dores de parto por sua redenção”. Dentro desse quadro, o desafio que se coloca para nós é como transformar essas cinco instituições pilares da sociedade em que vivemos: família, escola, Estado (o espaço do poder público, da administração pública), Igreja (os espaços religiosos) e trabalho. Como torná-los comunidades de resgate da cidadania e de exercício da alteridade democrática? O desafio é transformar essas instituições naquilo que elas deveriam ser sempre: comunidades. E comunidades de alteridade. Aqui entra a perspectiva da generosidade. Só existe generosidade na medida em que percebo o outro como outro e a diferença do outro em relação a mim. Então sou capaz de entrar em relação com ele pela única via possível – porque se tirar essa via caio no colonialismo, sou – a via do amor, se quisermos usar uma expressão evangélica; a via do respeito, se quisermos usar uma expressão ética; a via do reconhecimento dos seus direitos, se quisermos usar uma expressão jurídica; a via do resgate do realce da sua dignidade como ser humano, se quisermos usar uma expressão moral. Ou seja, isso supõe a via mais curta da comunicação humana, que é o diálogo e a capacidade de entender o outro a partir da experiência de vida e da sua interioridade.
Baseando-se nas informações sobre a palavra “Alteridade”, no 1º parágrafo, é CORRETO afirmar que o objetivo do texto é o de:
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é identificar o objetivo global do texto a partir da tese inicial explicitada no 1º parágrafo: "O que é alteridade? É ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem." Como esse trecho fixa que o eixo do texto são as relações pessoais e sociais e a necessidade de reconhecer o outro, a consequência é que o objetivo textual é refletir sobre a importância dessas relações orientadas pela alteridade, o que conduz à alternativa A.

Tema central: importância da alteridade
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque sintetiza com fidelidade a finalidade ampla do texto. O autor não apenas define alteridade, mas desenvolve uma argumentação sobre sua importância nas relações pessoais e sociais, mostrando que a ausência desse reconhecimento do outro gera conflitos. Os exemplos sobre ensino, trabalho, casais e instituições sociais funcionam como desdobramentos dessa tese central, confirmando o caráter reflexivo e argumentativo do texto.
B
Errada
Incorreta porque reduz o texto a uma finalidade de denúncia. Há trechos críticos sobre conflitos, desigualdades e dificuldades nas relações humanas, mas esses elementos aparecem como exemplos da falta de alteridade. O objetivo global não é denunciar problemas existentes nas relações humanas, e sim sustentar a importância da alteridade nas relações pessoais e sociais.
C
Errada
Incorreta porque transforma uma constatação parcial em tese principal. A afirmação "A nossa tendência é colonizar o outro" integra o diagnóstico desenvolvido pelo autor, mas não define o objetivo do texto. O foco central está no contraste entre essa tendência e a necessidade de relações baseadas em respeito, diálogo e reconhecimento do outro.
D
Errada
Incorreta porque atribui ao texto um propósito interventivo que a base não sustenta. O texto menciona diálogo, crítica, autocrítica e transformação de instituições, mas não formula mecanismos concretos de libertação do homem das opressões. Sua finalidade é reflexiva e argumentativa: defender a alteridade como fundamento das relações humanas e sociais.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre exemplos críticos do desenvolvimento e objetivo global do texto: o candidato pode marcar denúncia social, colonização do outro ou proposta de mudança prática, mas o comando manda partir do conceito inicial de alteridade, que orienta todo o texto para a reflexão sobre as relações pessoais e sociais.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a pergunta pede o objetivo do texto, procure primeiro a tese do parágrafo inicial e verifique se as alternativas a resumem de forma ampla.
  • Não confunda exemplos negativos usados na argumentação com a finalidade principal do texto.
  • Descarte alternativas que isolam um trecho marcante do desenvolvimento, mas não representam o eixo global da argumentação.

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Comentários

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✅ Gabarito: A

O que é alteridade? É ser capaz de apreender o outro na plenitude da sua dignidade, dos seus direitos e, sobretudo, da sua diferença. Quanto menos alteridade existe nas relações pessoais e sociais, mais conflitos ocorrem.

➥ A ideia passada é em relação às relações pessoais e sociais. O objetivo do texto é fazer o leitor refletir sobre isso.

➥ FORÇA, GUERREIROS(AS)!!

Essa palavra tem sentido parecido com EMPATIA?

Alguém sabe dizer?

Que texto maravilhoso

Bla Bla bo baralho

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