A bioquímica clínica estuda enzimas que refletem danos teci...
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Tema central: Enzimas séricas como biomarcadores de lesão tecidual em Bioquímica Clínica. Isoenzimas e padrões de elevação ajudam a localizar o órgão acometido e orientar condutas.
Alternativa correta: B — O perfil de isoenzimas da creatina quinase (CK) diferencia injúria muscular (CK-MM) de lesão miocárdica (CK-MB). A CK-BB está associada a cérebro/pulmões. Em suspeita de IAM, a CK-MB pode auxiliar, especialmente para detectar reinfarto (nova elevação após queda), embora as troponinas cardíacas sejam os marcadores de escolha pela maior sensibilidade/especificidade (ESC/ACC; UpToDate; Harrison’s). Em rabdomiólise, predomina CK total/CK-MM muito elevadas, apoiando conduta clínica (hidratação agressiva, monitorização).
Por que as demais estão erradas?
A. Afirma que LDH sérica “não tem relação com necrose celular”. Falso. A LDH é intracelular e se eleva no soro quando há lesão/necrose (ex.: hemólise, hepatopatias, neoplasias, infarto). É inespecífica, mas reflete dano tecidual (Harrison’s; UpToDate).
C. Diz que transaminases são “irrelevantes” na cirrose avançada. Incorreto. Em cirrose, AST/ALT podem estar normais ou discretamente elevadas por menor massa hepatocitária, mas seguem úteis para detectar agudizações (hepatite alcoólica, viral, fármacos) e para avaliação etiológica (AST>ALT sugere álcool). Não medem gravidade, que é melhor avaliada por bilirrubina, INR, albumina, plaquetas, MELD/Child-Pugh (Diretrizes AASLD/SBH).
D. Afirma que FA “nunca é associada a distúrbios ósseos”. Falso. A fosfatase alcalina (FA) se eleva em colestase e em doenças ósseas com aumento de remodelação (ex.: Doença de Paget, osteomalácia, metástases ósseas, crescimento). Para distinguir origem hepática de óssea, usa-se GGT (eleva na origem hepatobiliar) ou frações isoenzimáticas (Harrison’s; UpToDate).
Estratégias de prova:
- Desconfie de termos absolutos como “nunca” e “irrelevante”; geralmente sinalizam erro.
- Associe tecido-alvo às enzimas: CK-MB (coração), CK-MM (músculo), FA (fígado/ossos), LDH (necrose inespecífica), AST/ALT (hepatócitos).
- Em IAM, priorize troponinas; use CK-MB como apoio em cenários específicos (reinfarto).
Conceitos-chave: Isoenzimas = formas de uma mesma enzima com origem tecidual distinta. Biomarcadores devem ser interpretados com o contexto clínico e o tempo de liberação/clearance.
Referências essenciais: Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate (biomarcadores cardíacos; testes hepáticos); Diretrizes ESC/ACC para IAM sem supra; Diretrizes AASLD/SBH para avaliação de doença hepática.
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lCK‑MMMúsculo esquelético
CK‑MBCoração (miocárdio)
CK‑BBCérebro
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