A esperança do Embaixador Paulo Guimarães é de que o brasil...

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Q4197563 Português

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Auxiliar de transporte


    O Movimento Maio Amarelo está completando dez anos. Uma década de ousadia de convocar toda a sociedade a refletir sobre um tema que quase ninguém, até então, havia parado para pensar. Ousadia de querer mobilizar um País inteiro, que no início do movimento já passava de 200 milhões de habitantes. E de acreditar que uma ONG pudesse ser ouvida e acreditada na proposta de alertar a todos que a dura e cruel realidade de mortes e feridos diariamente no trânsito poderia mudar.


    Nascia, em 2014, o que hoje já é considerada a maior mobilização social em torno da causa segurança no trânsito. A maioria das pessoas se identifica com o propósito do movimento e sua missão de salvar vidas no trânsito. Essa identificação acontece porque a maioria dos brasileiros conhece ou teve algum familiar que sofreu um acidente, mas poucos cidadãos param para pensar em como poderiam ajudar a melhorar os índices, que continuam, como em 2014, estarrecedores: 88 pessoas morrem todo dia no Brasil.


    Alertamos muitos brasileiros que suas atitudes fazem toda a diferença para trazer mais segurança viária para toda a sociedade. Esse propósito foi facilmente incorporado, no início, pelos órgãos gestores, e, em seguida, por outras ONGs que também trabalhavam na conscientização do cidadão comum com o objetivo de que o Brasil saia do ranking dos países mais violentos no trânsito do mundo. Quando o cidadão se depara com os números de acidentes de trânsito no Brasil e entende que nenhuma guerra mata mais do que nosso trânsito, ele compreendeu a mensagem do Maio Amarelo: tenha atenção pela vida.


    Nesta celebração de dez anos, nosso desejo é que cada pessoa faça do mês de maio o ponto de partida para que péssimos hábitos sejam transformados, como se distrair no trânsito com o celular, não usar ou mesmo deixar de cobrar do outro o uso do cinto no banco traseiro e do passageiro, exceder os limites de velocidade, ou, ainda mais grave, beber álcool e dirigir. É urgente que se mudem comportamentos, para sermos exemplos de atenção pela vida!


(Embaixador Paulo Guimarães CEO do Observatório Nacional de Segurança Viária. O Estado de S.Paulo, 26 de abril de 2023. Adaptado)

A esperança do Embaixador Paulo Guimarães é de que o brasileiro 
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: No trecho “Quando o cidadão se depara com os números de acidentes de trânsito no Brasil e entende que nenhuma guerra mata mais do que nosso trânsito, ele compreendeu a mensagem do Maio Amarelo: tenha atenção pela vida.”, a comparação contextualiza a gravidade das mortes no trânsito como parte da mensagem do movimento e sustenta a alternativa A.

Tema central: Conscientização sobre mortes no trânsito
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A retoma a comparação usada para dimensionar a violência no trânsito. Trata-se de uma retomada contextual, não de equivalência lógica exata: “nenhuma guerra mata mais” não exclui uma igualdade, enquanto “número menor” afirma inferioridade. O gabarito se sustenta no sentido retórico da comparação, que enfatiza a mortalidade no trânsito, e não em uma comprovação estatística externa. Essa conscientização integra o propósito do autor, mas não esgota seu desejo de transformar hábitos.
B
Errada
Transforma uma proposta de mudança em um resultado estatístico não informado. O autor deseja que maio seja o ponto de partida para transformar hábitos; não afirma que seja o mês com menos acidentes nem propõe comemorar anualmente esse suposto resultado.
C
Errada
Contraria a crítica a “não usar ou mesmo deixar de cobrar do outro o uso do cinto no banco traseiro e do passageiro”. O autor condena tanto não usar o cinto quanto deixar de cobrar seu uso; portanto, não recomenda deixar a decisão exclusivamente ao passageiro.
D
Errada
Troca superioridade por igualdade. Em “ou, ainda mais grave, beber álcool e dirigir”, o autor atribui a essa conduta gravidade superior à dos hábitos anteriormente enumerados, entre eles a distração com o celular. A expressão “tão grave quanto” elimina essa diferença.
E
Errada
Acrescenta uma ação que o texto não propõe. Maio deve ser o ponto de partida para transformar hábitos perigosos, e não, especificamente, para iniciar o estudo da legislação de trânsito.
Pegadinha da questão
As alternativas erradas reaproveitam elementos do texto, mas alteram suas relações: a celebração vira suposta redução de acidentes; a cobrança do cinto vira decisão individual; a gravidade superior vira igualdade; e a transformação de hábitos vira estudo da legislação.
Dica para questões semelhantes
  • Ao identificar o propósito do autor, observe quais atitudes ou compreensões ele associa à mensagem defendida, sem restringir a resposta ao último parágrafo.
  • Confira o valor das expressões comparativas: “ainda mais grave” estabelece superioridade, não equivalência.
  • Não transforme uma proposta de mudança em resultado já alcançado nem acrescente uma medida apenas porque ela parece plausível.

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Comentários

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Sobre o erro da letra D

D - perceba que beber álcool e dirigir é tão grave quanto usar o celular enquanto dirige.

"...como se distrair no trânsito com o celular, não usar ou mesmo deixar de cobrar do outro o uso do cinto no banco traseiro e do passageiro, exceder os limites de velocidade, ou, ainda mais grave, beber álcool e dirigir.

A alternativa diz que dirigir embriagado é na mesma proporção que usar o celular, mas o texto deixa claro que dirigir embriagado é "ainda mais grave" que usar o celular enquanto dirige

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