Cada um do próximo item apresenta uma situação hipotética s...
Uma empresa que atua em projetos de promoção do desenvolvimento de unidade da Federação que detém o controle de um banco de desenvolvimento pretende adquirir proteção contra o risco de crédito de suas operações, sem a venda dos fluxos a elas associados. Nessa situação hipotética, a empresa poderá contratar swap de taxa de retorno total com tal instituição financeira, que, então, atuará como contraparte receptora de risco mediante a cobrança de taxa de proteção.
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A questão apresentada aborda o uso de instrumentos financeiros derivativos, especificamente um swap de taxa de retorno total. Este é um tema relevante para o cargo de Analista de Desenvolvimento, pois envolve o entendimento de técnicas de gestão de risco financeiro, fundamentais para a gestão de projetos e operações financeiras.
Um swap de taxa de retorno total é um tipo de derivativo que permite a troca de um retorno de um ativo ou portfólio entre duas partes. Neste contrato, uma parte paga o retorno total de um ativo, enquanto a outra paga uma taxa fixa ou variável, sem que o ativo subjacente seja efetivamente trocado. Esses swaps geralmente são usados para obter exposição a um ativo sem possuí-lo diretamente.
Na situação hipotética descrita, a empresa deseja adquirir proteção contra o risco de crédito, mas a proposta envolve um swap de taxa de retorno total, o qual não é adequado para essa finalidade. Esse tipo de swap é mais apropriado para a gestão de retornos de ativos, não diretamente para proteção contra risco de crédito. A proteção contra o risco de crédito normalmente envolve o uso de Credit Default Swaps (CDS), que são derivados específicos para transferência de risco de crédito.
Justificativa da Alternativa Correta:
A alternativa correta é Errado (E). A questão sugeriu que um swap de taxa de retorno total pode ser utilizado para proteção contra o risco de crédito, o que não é apropriado. Este tipo de swap é utilizado para capturar o retorno de um ativo, não para mitigar risco de crédito. Portanto, a assertiva está errada.
Em um concurso público, é crucial entender a distinção entre os diferentes tipos de instrumentos financeiros derivativos e suas funções específicas. Isso ajuda a evitar confusões e a responder questões com mais segurança.
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Um swap de taxa de retorno total (total return swap) envolve a troca de todos os fluxos econômicos (juros, amortizações e variação do valor de mercado) de um ativo de referência por uma contraprestação pré‑acordada. Na prática, isso equivale a transferir para a contraparte não só o risco de crédito, mas também o risco de mercado e os direitos econômicos sobre o ativo – ou seja, há uma alienação econômica dos fluxos do ativo, ainda que a titularidade legal permaneça com a empresa.
Por outro lado, quando se deseja proteger-se exclusivamente contra o risco de crédito de um conjunto de recebíveis sem transferir seus fluxos de caixa ou demais riscos econômicos, o instrumento adequado é o Credit Default Swap (CDS). No CDS, a empresa paga uma “taxa de proteção” periódica e, em troca, recebe da contraparte (geralmente um banco ou seguradora) uma compensação caso ocorra evento de crédito definido (default, reestruturação etc.), sem que haja venda ou cessão dos recebíveis subjacentes.
Portanto, para o objetivo descrito — proteção isolada contra risco de crédito sem alienação dos fluxos — deve‑se contratar um CDS, e não um swap de taxa de retorno total.
Questão confundiu CDS com total return swap.
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