Na visão de Donald W. Winnicott (2012), a agressividade, no...

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Ano: 2017 Banca: VUNESP Órgão: TJ-SP Prova: VUNESP - 2017 - TJ-SP - Psicólogo Judiciário |
Q824140 Psicologia
Na visão de Donald W. Winnicott (2012), a agressividade, no bebê, está sempre relacionada
Alternativas

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Alternativa correta: B - ao estabelecimento de uma distinção entre o que é “eu” e o que é “não-eu”.

Tema central da questão:

Esta questão aborda a visão de Winnicott sobre a agressividade no desenvolvimento infantil. Compreender essa abordagem é fundamental para quem estuda teorias psicanalíticas do desenvolvimento da personalidade, especialmente em concursos públicos na área de psicologia.

Resumo teórico:

Para Donald Winnicott, pediatra e psicanalista britânico, o bebê passa por um processo fundamental de diferenciação entre o "eu" e o "não-eu" durante os primeiros momentos de vida. Nesse processo, a agressividade é vista como uma energia positiva e natural, que contribui para o bebê experimentar o mundo externo, testar limites e estabelecer a própria individualidade.

Essa concepção está amplamente presente em obras como "O Brincar e a Realidade" e "Natureza Humana", nas quais Winnicott enfatiza que a agressividade infantil não é destrutiva por si só, mas faz parte da afirmação do eu diante do outro (cf. "O Brincar e a Realidade", 1975).

Justificativa da alternativa correta:

A alternativa B está correta porque, para Winnicott, a agressividade é essencial no estabelecimento da distinção entre o que pertence ao próprio bebê (eu) e o que pertence ao ambiente externo (não-eu). Por meio de atos agressivos, como morder ou jogar objetos, o bebê percebe os limites entre si e o outro, construindo sua identidade.

Análise das alternativas incorretas:

A – Relaciona agressividade a frustrações. Embora a frustração contribua para o desenvolvimento, para Winnicott, não é a causa central da agressividade no bebê.

C – Refere-se à ambivalência, um conceito mais ligado à teoria kleiniana, não à de Winnicott.

D – Fala de impulso de sobrevivência, conceito que pertence à biologia e à teoria freudiana (instinto de vida e morte), não à visão específica de Winnicott.

E – Sugere expulsão de algo mau interno, o que remete à teoria de Melanie Klein e seu conceito de projeção, não ao pensamento de Winnicott.

Estrategicamente, ao ler a questão:

  • Busque palavras-chave relacionadas ao autor citado (ex: "eu", "não-eu").
  • Desconfie de opções que tragam termos de outras teorias psicanalíticas (ex: frustração, ambivalência, expulsão do mau interno).

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No início, o bebê ainda não está reunido num si-mesmo unitário, vive num mundo subjetivo onde não há objetos externos ao si-mesmo e a psique ainda não se alojou no corpo. Nos estados excitados, surgem impulsos (drives), que têm caráter de urgências, e todos eles decorrem de o bebê estar vivo.

 

Em 1950, reafirmando que a destruição presente no impulso amoroso primitivo "é apenas incidental à satisfação instintual", Winnicott acrescenta um elemento conceitual fundamental que persistirá até o fim de sua obra: ele postula que durante os estágios iniciais, o bebê, desconhecendo a existência tanto do si-mesmo quanto do ambiente, não tem nenhum tipo de preocupação com respeito aos resultados de seu amor excitado.

 

http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-24302000000100001

GABARITO LETRA B

A agressão, segundo Winnicott, é a tendência do homem a se mover, a encontrar
algo. Deferente de Freud, que afirmava que a agressão é apenas uma reação a
frustação ambiental. Segundo Winnicott é o impulso destrutivo que cria a
qualidade de externalidade. Pela destruição dos objetos que o bebê descobre
o mundo como estando lá desde sempre. Para ele, a agressividade tem o lado
positivo de se usar o mundo externo, ela faz emergir no bebê a distinção entre
o que é eu e o que é não-eu. A agressividade para Winnicott está no interior
da teoria da integração. A função da agressividade é permitir que o bebê saia
do mundo subjetivo para o objetivo.Ela é um fator de unificação,provoca o
amadurecimento do indivíduo sem quebrar sua unidade primária. A agressão é uma
etaque necessária ao desenvolvimento segundo Winnicott. Para integrar é
necessário separar,por isso,a agressividade é um fator de integração. O bebê tem o objeto fora do seu campo onipotente e pela elaboração criativa usa esse objeto, separando-o dele, ou seja, o bebê para de se "relacionar" onipotentemente com o objeto para o "usar" criativamente e, nisso, há a constituição do eu e não-eu.

1) Ansiedade de Aniquilamento (também conhecida como desintegração, desmantelamento, despedaçamento, catastrófica, etc.) — Está presente desde o nascimento e corresponde à intensa presença no interior do bebê das pulsões agressivas (instinto de morte, na teoria kleiniana) e dos estímulos desprazerosos. Assim, as primeiras frustrações são semantizadas como uma ameaça de morte, como um aniquilamento da vida.

2) Ansiedade de Engolfamento — Corresponde a uma fixação na etapa evolutiva em que há uma indiferenciacâo entre o eu e o outro, tal como ocorre na díade fusionai mãe-filho, de natureza simbiótica-narcisistica.

3) Ansiedade de Separação — Forma-se durante a primeira infância e é devido à duas condições básicas: uma é o medo da perda do objeto necessitado e a outra, a da perda do amor deste objeto, E claro que estes medos tanto podem estar justificados por uma realidade exterior desfavorável como ela pode ser conseqüente de fantasias inconscientes, sendo o mais comum uma combinação de ambas.

4) Ansiedade de Castração — Está intrinsecamente ligada às conhecidas vicissitudes que cercam o conflito edípico. Não é demais ressaltar que, em grau moderado, esse tipo de ansiedade é muito importante para a estruturação psíquica, porquanto é ela que introduz a presença e a “lei” do pai para desfazer a díade simbiótica com a mãe, assim permitindo a transição do plano imaginário narcísico para o simbiótico e o real edípicos

5) Ánsiedade decorrente do Superego — Esta forma ansiedade forma-se e a partir" dos mandamento, proibições, valores e expectativas  dos pais bem como dos paradigmas socioculturais de uma determinada geografia e época, estendendo-se até o período de latência

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