Adolescente do sexo masculino, com 13 anos de idade, compare...
Adolescente do sexo masculino, com 13 anos de idade, comparece em uma Unidade Básica de Saúde após o diagnóstico de tuberculose em seu pai, que está em tratamento medicamentoso há cerca de 3 semanas. O adolescente não apresenta qualquer sintoma e recebeu a vacina BCG quando nasceu.
Qual é a conduta mais adequada a ser seguida para esse adolescente?
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central da questão: Avaliação e conduta frente a contato assintomático (adolescente) de caso índice familiar com tuberculose, à luz dos protocolos do Ministério da Saúde e de diretrizes internacionais.
Por quê a alternativa C é correta?
Em casos de contatos assintomáticos de TB, mesmo vacinados com BCG, recomendam-se: prova tuberculínica (PT) e, se o resultado for menor que 5 mm, repetição após 8 semanas. Segundo o Protocolo de Vigilância da Infecção Latente pelo Mycobacterium tuberculosis do Ministério da Saúde, página 19: “Em contatos assintomáticos, recomenda-se a realização do teste tuberculínico (PT). Se o resultado for inferior a 5 mm, o teste deve ser repetido após 8 semanas para verificar possível conversão.”
Assim, a alternativa C orienta solicitar o teste tuberculínico e, se resultado de 3 mm, repete-lo — conduta adequada para rastreio de infecção latente recente.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) Incorreta. Ter recebido BCG ao nascer e o pai estar em tratamento não excluem risco de infecção. Há indicação formal de investigação.
B) Incorreta. 7 mm no teste tuberculínico em adolescentes já caracteriza reação sugestiva de infecção latente - não cabendo “alta” nesse cenário. O correto seria indicar avaliação detalhada e possível tratamento.
D) Incorreta. Resultado de 4 mm não permite dar alta: é mandatório repetir o teste após 8 semanas, pois a conversão pode ser tardia e indicar infecção recente.
E) Incorreta. Não se deve aguardar negativação do escarro do caso índice para iniciar qualquer intervenção em contatos. O tratamento deve ser orientado conforme resultado do rastreio (PT e radiografia).
Pontos-chave e estratégias:
Lembre-se: em pediatria, toda criança/adolescente exposta a TB deve ser monitorada por risco aumentado de progressão para doença. O teste tuberculínico pode converter tardiamente mesmo em contato recente, o que justifica sua repetição NESSE cenário.
Além disso, a vacinação prévia com BCG não descarta investigação, pois ela não confere imunidade total.
Obras de referência: Nelson Tratado de Pediatria, 21ª ed., e Protocolo MS/2022 são unânimes: contatos assintomáticos, PT negativo, repetir após 8 semanas.
Portanto, a alternativa C é a correta, por estar alinhada ao protocolo oficial e à melhor prática clínica na abordagem de contatos assintomáticos de TB na adolescência.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo