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A partir dos anos 1980 forja-se, no Brasil, o que ...

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Q445323 Serviço Social
A partir dos anos 1980 forja-se, no Brasil, o que Mota (2008) denominou “cultura política da crise”, cujo eixo principal é o desenvolvimento do processo de:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O ponto decisivo era comparar as alternativas com a formulação atribuída a Mota (2008): a única que traz a combinação privatização + assistencialização da Seguridade Social é a letra C.

Tema central: Cultura política da crise
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque fala em centralização sob condução dos Estados e Municípios, e a base aponta como eixo da expressão a privatização com assistencialização da Seguridade Social.
B
Errada
Está errada porque atribui protagonismo de partidos e sindicatos à regulamentação das políticas públicas, o que não define a “cultura política da crise” na formulação cobrada.
C
Certa
A alternativa C está correta porque corresponde à formulação de Mota (2008) para a “cultura política da crise”: privatização articulada à assistencialização da Seguridade Social.
D
Errada
Está errada porque trata de expansão do mercado de trabalho formal, enquanto a formulação cobrada versa sobre privatização com assistencialização da Seguridade Social.
E
Errada
Está errada porque afirma ampliação das lutas e dos direitos sociais, em sentido oposto ao eixo crítico indicado pela base.
Pegadinha da questão
Confundir a formulação crítica de Mota (2008) com alternativas de sentido positivo, como ampliação de direitos, protagonismo político-organizativo ou expansão do trabalho formal.
Dica para questões semelhantes
  • Ao aparecer “cultura política da crise” em Mota (2008), procure a combinação privatização + assistencialização da Seguridade Social.
  • Elimine alternativas que indiquem ampliação de direitos, protagonismo sindical-partidário ou expansão do emprego formal como eixo principal.
  • Não confunda mudanças de gestão das políticas sociais com o núcleo conceitual cobrado pela autora.

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Comentários

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A reorganização do capital como estratégia de enfrentamento à crise baseou-se, segundo Mota (2008), numa reconstituição mundial do processo acumulativo, pautada em redefinições no mundo do trabalho, desde a divisão sociotécnica do trabalho até a desestruturação das relações trabalhistas e o surgimento de novas exigências ao trabalhador, como também em definições de estratégias políticas e institucionais para manter o domínio do capital na reprodução social.

vamos nos ajudar gente

Essa é a fase que sinaliza a reestruturação produtiva, sob o modelo japonês de produção, o toyotismo. Tal modelo consiste na produção em grande escala, atentando para as necessidades específicas do mercado e para as diversidades culturais e territoriais, evitando, assim, o estoque de mercadorias.

A base desse novo modelo de produção, o capital promove a “desterritorialização da produção”, ou seja, transfere indústrias de um local para outro (especialmente países e áreas periféricas) que tenham condições acessíveis para sua rentabilidade e

desenvolvimento, como mão-de-obra barata e subsídios estatais. Direitos trabalhistas e lutas sindicais são desconsiderados, expressando, assim, uma relação desigual e de exploração entre países centrais e periféricos.

Essas transformações operadas pelo capital têm como objetivo superar a queda nas taxas de lucro e, para tanto, utiliza-se da exploração da força de trabalho, pautadas em formas precárias de emprego (sem direitos trabalhistas), terceirizações, dentre

outros. Essa conjuntura político-econômica, sob a ótica do trabalho, implicou na reconfiguração da questão social que, segundo Netto; Braz (2007, p.220-221):

As reformas na seguridade - saúde, previdência e assistência - se dão sob o trinômio neoliberal: privatização, focalização e descentralização. São excluídas as arenas de debate e negociação sob o argumento da crise (Behring, 2003, p. 248). A tendência é privatizar os programas de previdência e saúde e ampliar os programas assistenciais por meio do discurso da cultura da crise (Mota, 1995). 

ja foi agressiva, e centralista, é ainda mais obrigado a todos que tem ajudado, no momento me encontro desempregado e estou querendo estudar, só isso, eu sou do Serviço Social, 5 semestre, você Suzana não precisa postar nada e nem fazer qualquer tipo de comentarios, sua participação não interessa devido a sua falta de ser e só pensa em ter, continua como esta se ja é uma assistente social, não digo que sera com letra maiuscula. Sim e quando eu puder vou sim fazer o plano e vou sim compartilhar, obrigado a todos continuo aqui

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