Um adolescente de 16 anos, masculino, sexualmente ativo com ...
Em relação à atividade sexual do casal, o paciente deve ser informado de que:
Gabarito comentado
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Tema central: O caso descreve um adolescente com lesões ulceradas genitais dolorosas, bordas irregulares e linfadenomegalia inguinal dolorosa — quadro clássico de cancro mole, causado por Haemophilus ducreyi. Esta infecção é sexualmente transmissível e notadamente contagiosa enquanto as lesões estão ativas.
Justificativa da alternativa correta (E): O Guia de Bolso - Doenças Infecciosas e Parasitárias do Ministério da Saúde (8ª ed.) orienta que “é indicada a abstinência sexual até a resolução completa das lesões”. Como essas geralmente cicatrizam em 1 a 2 semanas após tratamento efetivo, somente após esse período é seguro retomar a atividade sexual, minimizando o risco de transmissão. Portanto, a alternativa E (“deve aguardar 1 a 2 semanas após o uso do medicamento para ter relações”) está cientificamente fundamentada e respeita o princípio da prevenção da transmissão de ISTs.
Análise das alternativas incorretas:
A) Suspender as relações apenas até observar sintomas na parceira é inadequado, pois o período de incubação é variável, e espera ativa coloca o parceiro em risco desnecessário.
B) Manter relações a partir do início do tratamento (errado) — a infecção permanece contagiosa mesmo após início da terapia.
C) Esperar só a melhora da dor não é critério seguro; ulcerações assintomáticas ainda infectam. A orientação correta é aguardar a cicatrização completa.
D) Triagem laboratorial da parceira é importante, mas não substitui a abstinência; deixar de aguardar a cicatrização pode continuar propagando o agente infeccioso, inclusive na ausência de sintomas na parceira.
Estrategicamente, fique atento a palavras-chave nas alternativas, como “após cicatrização”, “melhora da dor” ou “após início do tratamento”. Para ISTs ulcerativas como o cancro mole, o momento seguro sempre é após a completa resolução das lesões, e não sintomatologia subjetiva ou início medicamentoso.
Segundo protocolos oficiais e obras de referência (como o “Doenças Infecciosas e Parasitárias do MS” ou Harrison), o manejo correto inclui abstinência sexual até a cura clínica, triagem e tratamento de parceiros, e monitoramento da cicatrização.
Resumo: A alternativa E é correta pois previne transmissão, está de acordo com diretrizes nacionais e representa boa conduta clínica.
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