Pode-se dizer segundo autores como Mauro Hegenberg (2004) e...
I - O número limitado de sessões, ou seja, a brevidade do tratamento tem sido foco de inúmeras discussões e algumas vezes críticas que acabam por associar brevidade com superficialidade, no que diz respeito às psicoterapias breves de orientação psicanalítica.
II - A indicação da psicoterapia breve deve ser cuidadosa, ela não serve a qualquer um; nem a qualquer situação problema; além disso é preciso ter em mente que nem todas as questões do paciente serão abordadas em uma psicoterapia de tempo determinado (breve).
III - O tempo de duração do tratamento breve pode variar, mas nunca pode ultrapassar o tempo limite de 10 sessões; caso isso ocorra o tratamento já não pode ser considerado breve.
IV - Uma das argumentações bastante frequentes, que tentam justificar a eficácia das psicoterapias breves de orientação psicanalítica pressupões que nada pode garantir o retorno ou não retorno do processo psicopatológico; nem mesmo uma psicoterapia tradicional ou uma análise clássica.
V - O término das sessões em Psicoterapia Breve está definido, via de regra, de antemão. Assim a alta do paciente não está atrelada aos resultados obtidos durante o processo e sim ao enquadre acordado entre terapeuta e paciente logo no início do tratamento.