Um paciente de 75 anos é internado na Unidade de Terapia In...

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Q3416412 Enfermagem

Um paciente de 75 anos é internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) devido a sinais vitais instáveis. O enfermeiro de plantão identifica as irregularidades e imediatamente solicita a avaliação do médico residente. No entanto, o médico, sem dedicar uma análise aprofundada ao caso, prescreve altas doses de um determinado medicamento. Apesar das preocupações manifestadas pelo enfermeiro em relação à medicação e à dosagem proposta, com a sugestão de realizar exames diagnósticos adicionais, o médico opta por ignorar tais inquietações, mantendo sua decisão. Acerca do exposto, avalie os procedimentos descritos a seguir e marque V verdadeiro e F para falso.


( ) O enfermeiro poderá alterar a medicação do paciente para a que considerar mais adequada e segura, sem a necessidade de notificar o médico residente.


( ) O enfermeiro deverá informar a situação ao diretor clínico, bem como aos demais enfermeiros que venham a atender o paciente.


( ) Embora possa gerar desconforto entre o enfermeiro e o médico residente, ou entre os médicos do corpo clínico, é imperativo que o enfermeiro solicite a avaliação de outro profissional médico no plantão, caso a segurança do paciente esteja em risco.


A sequência está correta em:

Alternativas

Gabarito comentado

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Alternativa correta: A – F-V-V

1. Tema Central:

A questão aborda bioética e responsabilidades profissionais do enfermeiro em situações de conflito com a equipe médica, principalmente frente à proteção da segurança do paciente. Para resolvê-la, é essencial conhecer os princípios éticos, a legislação profissional (COFEN/COREN) e o trabalho multiprofissional em Saúde.

2. Resumo Teórico:

Na bioética, a autonomia profissional do enfermeiro é respeitada, mas há limitações legais quanto à prescrição de medicamentos. O princípio da não maleficência exige agir para evitar danos ao paciente, inclusive comunicando riscos e buscando apoio institucional. O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (Resolução COFEN 564/2017) orienta a comunicação de situações de risco à chefia imediata e a outros profissionais.

3. Justificativa da Alternativa Correta:

Primeira assertiva (F): O enfermeiro não pode modificar prescrições médicas por conta própria, pois isso fere a legislação e põe o exercício ilegal da medicina em risco. É necessário sempre comunicar o médico responsável.

Segunda assertiva (V): O enfermeiro deve informar o diretor clínico e os colegas sobre situações que comprometam a segurança do paciente, promovendo cuidado em equipe e a proteção ao paciente (Res. COFEN 564/2017, art. 18 e 19).

Terceira assertiva (V): Mesmo havendo desconforto, é obrigação ética buscar outra opinião médica quando houver risco à vida do paciente. O princípio da segurança do paciente é prioritário.

4. Análise das Alternativas Incorretas:

B (V-V-F): Incorreta, pois a primeira assertiva é falsa.

C (F-F-F): Incorreta, pois a segunda e a terceira assertivas são verdadeiras.

D (F-F-V): Incorreta, pois a segunda assertiva é verdadeira.

E (F-V-F): Incorreta, pois a terceira assertiva é verdadeira.

5. Dica de Estratégia:

Leia atentamente os verbos das assertivas! Muitas questões trazem pegadinhas sobre autonomia profissional que esbarram em limitações legais.

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Comentários

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  • (F) O enfermeiro poderá alterar a medicação do paciente para a que considerar mais adequada e segura, sem a necessidade de notificar o médico residente.

  • Falsa. O enfermeiro não tem autonomia para alterar a prescrição médica. Sua função é zelar pela segurança do paciente, questionar e comunicar o médico em caso de dúvidas ou suspeita de erro, mas nunca alterar a prescrição por conta própria. Alterar uma prescrição sem a devida autorização e documentação constitui uma infração ética e profissional grave.

  • (V) O enfermeiro deverá informar a situação ao diretor clínico, bem como aos demais enfermeiros que venham a atender o paciente.

  • Verdadeira. Diante da recusa do médico em reavaliar a prescrição e do risco iminente para a segurança do paciente, o enfermeiro tem o dever ético de escalar a situação. Informar a liderança imediata (diretor clínico, chefe da UTI ou supervisor) e a equipe de enfermagem é crucial para garantir que a conduta de cuidado seja revista e que todos estejam cientes do risco, protegendo o paciente de um possível dano.

  • (V) Embora possa gerar desconforto entre o enfermeiro e o médico residente, ou entre os médicos do corpo clínico, é imperativo que o enfermeiro solicite a avaliação de outro profissional médico no plantão, caso a segurança do paciente esteja em risco.

  • Verdadeira. O Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem (CEPE) e os princípios da segurança do paciente colocam a vida e a integridade do paciente acima de qualquer relação interpessoal ou hierárquica. Se o enfermeiro suspeita de uma prescrição que pode causar dano, e o médico responsável se recusa a reavaliá-la, é seu dever ético e legal buscar uma segunda opinião médica, acionando outro profissional da equipe para garantir a segurança do paciente.

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