Para estudiosos, o trabalho com a gramática na escola deve ...
No que diz respeito aos diferentes conceitos de gramática, analise os itens a seguir.
I. Para a gramática ________________, as regras operaram como obrigações a serem seguidas a rigor e, por esse motivo, tudo aquilo que foge à norma de prestígio seria reprovado, taxado como um erro. Temos aí uma perspectiva de língua em que a modalidade culta deve servir de referência a todo custo, desconsiderando-se assim, as demais variedades. II. A gramática _______________, por sua vez, segundo o autor, formula regras mediante a observação da realidade da língua, sem atribuir valor a uma variedade linguística ou outra. Por levar em consideração o fator de variação na língua, são considerados erros apenas as construções que não integram nenhum dialeto, que sejam, portanto, agramaticais (inexistentes) na língua. III. Na gramática ______________, o conhecimento sistemático que o falante tem da língua expressa suas regras de uso, sem apresentar nenhuma preocupação de cunho valorativo. Portanto, nesse caso, erros aconteceriam somente quando o falante acionasse hipóteses que foram interiorizadas de maneira equivocada.
Assinale a opção CORRETA que completa as lacunas dos itens respectivamente.
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Tema central: A questão explora os tipos de gramática: normativa, descritiva e internalizada, essenciais na formação do professor de Língua Portuguesa e na abordagem contemporânea do ensino da linguagem.
Conceitos-chave:
Gramática Normativa: Foca no que “deve ser”, impondo regras com base na variedade culta. Desconsidera outras variantes e considera “erro” tudo que foge à norma. Referência: Bagno (2007) destaca que essa gramática prioriza a variedade de prestígio.
Gramática Descritiva: Descreve o que de fato os falantes produzem. Observa usos reais, sem julgar se são certos ou errados, apenas aponta estruturas inexistentes (agramaticais). Apresenta relação direta com a sociolinguística.
Gramática Internalizada: É o conhecimento intuitivo das regras linguísticas, adquirido inconscientemente pelo falante. Aqui, erro ocorre quando hipóteses são interiorizadas erradas. Essa visão aproxima-se da gramática generativa de Chomsky.
Justificativa da alternativa correta (A):
Item I descreve regras rígidas, normativas e prescritivas (normativa).
Item II foca em observar o real funcionamento da língua sem valorizar variedade (descritiva).
Item III trata do conhecimento internalizado que o falante carrega (internalizada).
Estratégias para interpretar o enunciado:
- Fique atento às palavras que indicam juízo de valor (errado/correto), pois geralmente sinalizam gramática normativa.
- Quando a questão mencionar “observação da realidade linguística”, pense em descritiva.
- Ao ler sobre intuição linguística do falante, direcione para internalizada.
Por que as outras alternativas estão incorretas?
B, C, D e E misturam indevidamente os conceitos, atribuindo características a tipos de gramática aos quais não pertencem. Por exemplo, normativa não se baseia no conhecimento intuitivo; descritiva não prescreve regras; internalizada não prioriza a variedade culta.
Exemplo prático: “Nós vai” é visto como erro pela normativa, é registrado como uso real pela descritiva, e pode ser analisado pelo sistema mental de aquisição de regras (internalizada).
Resumo final: Associar termos do enunciado aos tipos de gramática é fundamental para o cargo de Professor de Língua Portuguesa. Domine esses conceitos para acertar questões semelhantes!
Alternativa correta: A (Normativa, descritiva e internalizada).
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A gramática é um sistema complexo e passível de diversas concepções. Por isso, ela é dividida em tipos distintos: gramática normativa, descritiva, histórica e comparativa.
Afinal, o que é Gramática?
A Gramática tem como principal função regular a linguagem e estabelecer padrões de escrita e fala para os falantes de uma língua. Graças à Gramática, a língua pode ser analisada e preservada, apresentando unidades e estruturas que permitem o bom uso da língua portuguesa.
Uma boa Gramática deve ser capaz de extrapolar a visão reducionista que faz da língua um amontoado de regras prescritas pelos estudiosos do sistema linguístico, devendo ser capaz não apenas de prescrever o idioma, mas também de descrevê-lo, preservá-lo e, sobretudo, ter utilidade para os falantes. A Gramática apresenta as regras, mas quem movimenta e faz da língua um sistema vivo e mutável somos nós, agentes da comunicação.
Por ser um sistema complexo e passível de diversas concepções, a Gramática apresenta abordagens diversas, sendo dividida, então, em tipos distintos:
- Gramática Normativa: Bastante utilizada em sala de aula e para diversos fins didáticos, a Gramática Normativa busca a padronização da língua, indicando através de suas regras como devemos falar e escrever corretamente. Aqui a abordagem privilegia a prescrição de regras que devem ser seguidas, desconsiderando os fatores sociais, culturais e históricos aos quais estão sujeitos os falantes da língua.
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- Gramática Descritiva: A Gramática Descritiva analisa um conjunto de regras que são seguidas, considerando as variações linguísticas da língua ao investigar seus fatos, extrapolando os conceitos que definem o que é certo e errado em nosso sistema linguístico.
- Gramática Histórica: Investiga a origem e a evolução de uma língua, representando os estudos diacrônicos.
- Gramática Comparativa: Estabelece comparação da língua com outras línguas de uma mesma família. No caso de nossa língua portuguesa, as análises comparativas são feitas com as línguas românicas.
A língua é um organismo vivo e, por esse motivo, é natural que exista um distanciamento entre o que é prescrito pelas normas e o que é efetivamente utilizado por seus falantes. Entretanto, não devemos desconsiderar a importância das regras que preservam este que é nosso maior patrimônio cultural: nossa língua portuguesa. Façamos então um bom proveito da Gramática!
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