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Q3575111 Odontologia
Uma lesão traumática no dente resulta em dano a muitas estruturas dentárias e perirradiculares, tornando o tratamento multidisciplinar. O sucesso de um tratamento endodôntico em dentes traumatizados dependerá da aplicação de um tratamento rápido e correto. Sendo assim, assinale a alternativa que contém o tratamento recomendado para o dente 11 com fratura coronária, envolvendo esmalte, dentina e polpa dentária (pequena área de exposição pulpar), em um paciente de 9 anos de idade que poderá ser atendido em menos de 1 hora após a ocorrência do trauma. Na anamnese, a mãe relatou que esse dente "apareceu na boca quando ele tinha 7 anos e meio":
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Tema central: fratura coronária complicada (esmalte + dentina + exposição pulpar pequena) em dente permanente imaturo. Objetivo principal: manter a vitalidade pulpar para permitir apexogênese (desenvolvimento radicular).

Pistas do enunciado para resolver: idade 9 anos + erupção do 11 aos 7,5 anos → raízes de incisivos centrais completam-se ~3 anos após erupção; logo, ápice provavelmente aberto. Atendimento em < 1 hora e exposição pequena → inflamação superficial e alto potencial de reparo.

Alternativa correta: Eterapia conservadora com capeamento pulpar direto para preservar a vitalidade e não interromper o desenvolvimento radicular.

Justificativa clínica: Em exposições traumáticas pequenas, tratadas precocemente, o sangramento é facilmente controlado e a inflamação é restrita. O capeamento direto com materiais à base de silicatos de cálcio (MTA/Biodentine) ou hidróxido de cálcio favorece formação de ponte dentinária e manutenção da vitalidade, permitindo a apexogênese. Passos: hemostasia suave com NaOCl 1–3% ou soro, colocação do material de capeamento, selamento adesivo imediato e acompanhamento clínico-radiográfico. Diretrizes que sustentam: IADT 2020/2024 Dental Trauma Guidelines e AAE Position Statement on VPT (2021–2022); ver também Andreasen & Andreasen, Traumatic Injuries to the Teeth.

Análise das alternativas incorretas:

A – “Apenas observação”. Inadequado: há exposição pulpar. Sem intervenção, há alto risco de contaminação bacteriana e necrose. Conduta expectante só se aplica a fraturas sem exposição.

B – “Pulpectomia, raiz completa”. Equívoco: pela cronologia (7,5 → 9 anos), o ápice tende a estar incompleto. Pulpectomia elimina a vitalidade e exige apexificação, piorando o prognóstico estrutural; é indicada apenas em necrose ou pulpite irreversível, o que não é o caso.

C – “Exodontia”. Desproporcional. O dente é restaurável e a terapêutica vital conservadora apresenta altas taxas de sucesso. A colagem do fragmento é possível e desejável quando disponível, mas a sua viabilidade não determina extração.

D – “Pulpotomia com formocresol por 7 dias”. Desatualizado e não recomendado em permanentes. O formocresol é citotóxico; se pulpotomia fosse necessária, a opção atual é pulpotomia parcial (Cvek) com MTA/Biodentine e selamento imediato, conforme IADT/AAE.

Dicas de prova: 1) Use a idade e a data de erupção para inferir maturidade radicular. 2) Tempo curto pós-trauma + exposição pequena → VPT (capeamento direto ou pulpotomia parcial). 3) Em dentes imaturos, priorize apexogênese mantendo a vitalidade.

Seguimento: testes de sensibilidade seriados, radiografias para verificar continuidade do desenvolvimento radicular e ausência de reabsorções/inflamação perirradicular.

Referências síntese: IADT Dental Trauma Guidelines (2020/2024); AAE Position Statement on Vital Pulp Therapy (2021–2022); Andreasen JO, Traumatic Injuries to the Teeth.

Gabarito: E

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