A compactação lateral é um método comumente usado para obtu...
A compactação lateral é um método comumente usado para obturação do sistema de canais radiculares. A técnica pode ser utilizada na maior parte das situações clínicas. Sendo assim, analise as afirmativas apresentadas a seguir:
I.O cone é posicionado no canal e, se o calibre selecionado foi adequado, haverá resistência à remoção.
II.O cone principal é medido e seguro com uma pinça, de tal forma que a distância da ponta do cone à pinça seja igual à da extensão de trabalho.
III.Após o preparo do canal, um cone padronizado é selecionado de tal forma que tenha o diâmetro menor que o diâmetro do canal preparado.
É correto o que se afirma em:
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Tema central: Técnica de obturação por compactação lateral com cones de guta-percha. O objetivo é preencher tridimensionalmente o canal preparado, garantindo adaptabilidade apical (tug-back) e selamento adequado com cimento endodôntico.
Alternativa correta: A (I e II)
I – Verdadeira. O cone principal (guta-percha) deve apresentar resistência à remoção (tug-back) quando posicionado no comprimento de trabalho. Isso indica ajuste íntimo ao preparo apical, favorecendo o selamento. Ausência de tug-back sugere cone inadequado ou preparo incompleto. Referências: Cohen & Hargreaves – Pathways of the Pulp; Ingle’s Endodontics.
II – Verdadeira. O cone principal deve ser medido e estabilizado com pinça travada ou batente de borracha, de modo que a distância ponta–batente corresponda ao comprimento de trabalho. Essa padronização evita sobre ou subobturação e orienta a inserção dos cones acessórios com o espaçador lateral (spreader). Referências: AAE – Considerations in Obturation.
III – Falsa. O cone principal não deve ter diâmetro menor que o preparo. Ele deve corresponder ao diâmetro apical do preparo (geralmente igual ao MAF – maior lima apical) para produzir tug-back e selamento. Cone menor resulta em espaços, maior uso de cimento e maior risco de vazios e infiltração. Referências: Cohen & Hargreaves; Ingle’s.
Raciocínio clínico essencial: Após preparo e irrigação, seleciona-se um cone padronizado compatível com o diâmetro apical (p.ex., MAF #35 → cone #35). Confirma-se tug-back no comprimento de trabalho, ajusta-se o batente, aplica-se cimento e realiza-se a condensação lateral com spreader e cones acessórios até o preenchimento denso e homogêneo.
Por que as demais alternativas estão incorretas?
B (I, II e III): Inclui a afirmativa III, que é incorreta pelo motivo acima.
C (III apenas): Considera correta apenas a III, que é falsa.
D (II e III): Mantém a III (falsa) e exclui a I, que é verdadeira e fundamental (tug-back).
E (I apenas): Ignora a II, embora a marcação do comprimento do cone seja passo crítico para precisão da obturação.
Pegadinha comum em prova: “Cone menor que o preparo” parece facilitar a inserção, mas compromete o selamento apical e aumenta o volume de cimento, que tem maior solubilidade que a guta-percha. Sempre busque congruência cone–preparo e tug-back.
Dica prática: Se não houver tug-back, tente: trocar por cone do mesmo número porém maior conicidade, realizar pequena adaptação com álcool/solvente na ponta, ou reavaliar o preparo apical.
Referências: Cohen & Hargreaves. Pathways of the Pulp, 12ª ed.; Ingle’s Endodontics, 7ª ed.; American Association of Endodontists (AAE) – Guidance on Obturation.
Gabarito: A
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