Leia o caso a seguir. Paciente do sexo masculino, 72 anos, ...

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Q3878554 Fisioterapia
Leia o caso a seguir.

Paciente do sexo masculino, 72 anos, com diagnóstico de câncer de próstata metastático com lesões ósseas em coluna lombar (L2, L4) e fêmur proximal direito, está em tratamento com hormonioterapia e radioterapia paliativa. Apresenta dor lombar moderada (EVA 5/10) e foi encaminhado para fisioterapia. A avaliação revela risco de fratura patológica conforme protocolo de Mirels (escore 9).

Considerando o risco de fratura patológica e os princípios da fisioterapia em cuidados paliativos oncológicos, a conduta indicada é
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O achado decisivo é o escore de Mirels 9, que indica alto risco de fratura patológica no fêmur proximal metastático. Isso exige proteção contra sobrecarga mecânica e afasta exercícios resistidos intensos, mas não contraindica a fisioterapia; a conduta deve ser adaptada para mobilização segura e de baixo impacto.

Tema central: Conduta fisioterapêutica segura na metástase óssea com risco de fratura
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é a única que combina os dois objetivos centrais do caso: manter intervenção fisioterapêutica em contexto paliativo e, ao mesmo tempo, reduzir o risco biomecânico de fratura. Em metástase óssea com risco elevado, a conduta correta é preservar funcionalidade, aliviar dor e prevenir complicações do imobilismo sem impor sobrecarga axial, impacto, torque ou resistência intensa sobre os segmentos acometidos. Mobilização assistida, exercícios de baixo impacto, analgesia não farmacológica e orientações posturais respeitam exatamente esse fundamento.
B
Errada
Está errada porque prescreve exercícios resistidos de alta carga para membros inferiores em paciente com lesão metastática no fêmur proximal e Mirels 9, situação de alto risco de fratura patológica. O osso metastático está estruturalmente fragilizado; portanto, usar lógica de fortalecimento ósseo aplicada à osteoporose não é válido aqui. Alta carga aumenta estresse mecânico no segmento acometido e eleva o risco de fratura.
C
Errada
Está errada porque transforma a presença de metástase óssea em contraindicação global à fisioterapia, o que contraria os princípios da fisioterapia em cuidados paliativos. A radioterapia paliativa pode contribuir para analgesia, mas não exige aguardar resolução completa das lesões para iniciar toda intervenção fisioterapêutica. O critério correto é adaptação segura da mobilidade e da função, não suspensão total.
D
Errada
Está errada porque indica imobilização completa e restrição ao leito como se fossem conduta padrão para metástase óssea, sem o enunciado descrever fratura instalada, compressão medular ou instabilidade mecânica franca que imponha esse nível de restrição. Além disso, repouso absoluto prolongado favorece perda funcional, sarcopenia, dor e outras complicações do imobilismo. A proteção deve ser seletiva e com mobilização segura, não leito até suposta 'consolidação'.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre alto risco de fratura e contraindicação absoluta à fisioterapia. O correto é adaptar a intervenção para segurança mecânica, e não suspender reabilitação nem prescrever carga elevada.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver metástase óssea com risco elevado de fratura, pense em proteger carga e manter funcionalidade, não em abolir automaticamente a fisioterapia.
  • Mirels 9 em osso longo sinaliza cautela mecânica: evitar alta carga, impacto, torque e fortalecimento pesado no segmento acometido.
  • Em cuidados paliativos, a fisioterapia continua indicada para controle de sintomas, mobilidade e prevenção de complicações do imobilismo, desde que adaptada ao risco estrutural.

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