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Q1730629 Medicina
Mulher de 33 anos é diagnosticada adequadamente como tendo diabetes gestacional na 28ª semana de gestação. Paciente se preocupa sobre os riscos de anomalias congênitas que leu na internet. Qual é a resposta mais adequada que deve ser dada à paciente?
Alternativas

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Tema central: O foco da questão é o risco de anomalias congênitas fetais em gestantes diagnosticadas com diabetes gestacional (DMG). Compreender a diferença entre DMG e diabetes pré-gestacional é fundamental para a conduta médica correta e o adequado aconselhamento da paciente.

Justificativa da alternativa correta (C): A alternativa escolhida afirma que: “A maioria das mulheres com DMG apresenta níveis de glicemia normais na concepção e não aumenta o risco de anomalia fetal.” Segundo o Ministério da Saúde, na seção 5.1 Morfologia Fetal do documento Cuidados Obstétricos em Diabetes Mellitus Gestacional no Brasil: “O risco de malformações congênitas é significativamente maior no DM pré-gestacional, em relação direta com a hiperglicemia pré-concepcional e do início da gestação (…)”. Assim, como o DMG surge geralmente após o primeiro trimestre — ou seja, depois da organogênese —, não há aumento relevante no risco de anomalias congênitas.

Isso ocorre porque a organogênese fetal, período mais crítico para formação de malformações, acontece entre a 3ª e a 8ª semana de gestação. O DMG, diagnosticado tipicamente a partir da 24ª-28ª semana, não provoca exposição do embrião à hiperglicemia nesse período crítico.

Análise das alternativas incorretas:

A) “O risco de anomalias congênitas fetais é o mesmo da população em geral, quando se trata de DMG.” — Embora a diferença seja pequena, outros fatores maternos podem influenciar o risco; a redação é absolutista e pode induzir ao erro. O mais correto é afirmar que o risco não aumenta significativamente.

B) “O controle da glicemia, a partir deste ponto e durante todo o trabalho de parto, determinará o risco.” — Errado. O controle glicêmico é crucial para evitar macrossomia, hipoglicemia neonatal e parto traumático, mas NÃO modifica o risco de anomalias, pois esse risco é determinado no início da gravidez.

D) “Solicitando-se o teste de HbA1c daria o risco da anomalia fetal.” — O teste de HbA1c avalia o controle glicêmico recente (2-3 meses), não o período da organogênese. Ele orienta a avaliação metabólica, mas não determina o risco de anomalia.

Dica de prova: Questões sobre DMG costumam cobrar a distinção entre DMG e DM prévio. Fique atento a pegadinhas que usam expressões como “em qualquer fase da gravidez”. Lembre-se: só DM pré-gestacional está associado a riscos reais de malformações. O que se busca aqui é interpretar bem o momento do diagnóstico e sua relação com a organogênese.

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