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Q1730621 Medicina
Mulher de 32 anos de idade, G2P1, no curso da 39ª semana de gestação, em ativo trabalho de parto, apresentou um episódio de bradicardia em um minuto, verificada pela cardiotocografia externa em torno de 100 bpm, que não se resolveu. O colo uterino está fechado. Qual a conduta inicial mais adequada nesse caso?
Alternativas

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Tema central da questão: O foco está no manejo inicial da bradicardia detectada por cardiotocografia durante o trabalho de parto. Saber diferenciar bradicardia fetal verdadeira de artefato causado pela captação do pulso materno é fundamental para evitar intervenções desnecessárias.

Justificativa da alternativa correta (A): Investigar o pulso materno

Ao identificar um episódio de bradicardia (em torno de 100 bpm) no monitor fetal, a primeira conduta preconizada pelas diretrizes é confirmar se o ritmo registrado é realmente fetal e não um erro técnico (pulso materno sendo registrado como fetal). Segundo o Ministério da Saúde: "O pulso materno deve ser verificado rotineiramente, especialmente em casos duvidosos" (Diretrizes de Assistência ao Parto Normal, seção de monitoramento fetal). A identificação correta evita cirurgias desnecessárias e condutas precipitadas.

Análise das alternativas incorretas:

B) Realizar uma cesariana de emergência: Executar imediatamente uma cesariana sem excluir causas técnicas da bradicardia pode expor mãe e feto a riscos desnecessários. Diretrizes enfatizam: primeiro deve-se descartar erro de monitorização antes de condutas intervencionistas.

C) Investigar o pH do escalpo fetal: A coleta do pH é recomendada apenas quando houver dúvida quanto ao comprometimento fetal, e após confirmar que a bradicardia registrada é realmente fetal. Além disso, com o colo uterino fechado, este procedimento se torna inviável.

D) Injetar atropina endovenosa: A utilização de atropina é indicado em bradicardia materna, não para tratar bradicardia fetal. Não há respaldo em protocolos para o uso empírico de atropina na situação apresentada.

Estratégias para provas: Atente-se a detalhes no enunciado, como “colo uterino fechado” e “monitorização externa”, que reforçam a necessidade de confirmar a origem do traçado. Questões podem explorar pegadinhas: não pule etapas do raciocínio clínico, sempre investigue possíveis causas técnicas antes de partir para intervenções maiores.

Assim, investigar o pulso materno é o procedimento inicial correto, respaldado por protocolos nacionais e internacionais na assistência obstétrica. O manejo seguro depende de basear-se em evidências e evitar intervenções sem confirmação diagnóstica adequada.

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