Qual das seguintes manobras não deve ser realizada como con...
Gabarito comentado
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Tema central: Distocia de ombros é uma emergência obstétrica caracterizada pela dificuldade na liberação dos ombros fetais após a saída da cabeça. Seu manejo imediato e sistematizado é fundamental para prevenir complicações graves, como lesões no plexo braquial ou hipóxia fetal.
Alternativa correta: C) Pressão no fundo uterino
Essa conduta NÃO deve ser realizada porque pode aumentar a pressão sobre o útero e o feto, sem auxiliar na desimpactação do ombro, e ainda eleva os riscos de ruptura uterina, fraturas fetais ou outras complicações maternas e neonatais. Segundo o documento da FEBRASGO: "A pressão no fundo uterino não está indicada e deve ser evitada em todas as circunstâncias no contexto da distocia de ombro."
Na literatura médica internacional e no UpToDate também consta: "Fundal pressure during shoulder dystocia is contraindicated as it may worsen the impaction and cause fetal and maternal injury."
Análise das outras opções:
A) Reposição cefálica: Trata-se da manobra de Zavanelli, considerada medida extrema e apenas indicada como último recurso, após falha de outras técnicas. Embora rara, pode ser necessária enquanto se prepara para cesariana de emergência.
B) Pressão suprapúbica: É conduta recomendada. Visa deslocar o ombro fetal impactado posteriormente à sínfise púbica, associada à manobra de McRoberts. Cuidado para não confundir com a pressão no fundo uterino!
D) Fratura da clavícula fetal: É intervenção de exceção, permitida nos casos refratários, com o objetivo de diminuir o diâmetro biacromial. Apesar de invasiva, pode salvar a vida fetal.
Estratégia de prova: Atenção a pegadinhas: a diferença sutil entre "pressão suprapúbica" (recomendada) e "pressão no fundo uterino" (contraindicada) é recorrente em provas! Leia com atenção a terminologia empregada.
Segundo a FEBRASGO, as manobras recomendadas, em ordem, são: McRoberts, pressão suprapúbica, manobras internas (Woods, Rubin), extrair braço posterior, reposição cefálica (Zavanelli), e apenas em último caso, fratura intencional da clavícula.
Conclusão: Pressão no fundo uterino nunca deve ser realizada no manejo da distocia de ombros. Foque sempre na abordagem sistematizada e atue conforme a melhor evidência disponível!
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