Mulher de 28 anos, P2, grávida de 22 semanas, vem apresenta...
Gabarito comentado
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Tema central: O foco da questão é o diagnóstico diferencial do sangramento vaginal na gestação do segundo trimestre, explorando a distinção entre aborto e sangramento anteparto.
Justificativa para a alternativa correta (B - Sangramento anteparto):
Sangramento anteparto é definido como qualquer sangramento vaginal a partir de 20 semanas de gestação até o nascimento do feto. Na prática clínica, segundo o Manual Técnico: Gestação de Alto Risco: “O sangramento vaginal na segunda metade da gestação pode ser causado por descolamento prematuro da placenta, placenta prévia, vasa prévia, ruptura uterina e causas não obstétricas.”
No caso apresentado, a gestante tem 22 semanas e evidencia apenas sangramento vaginal, com batimentos cardiofetais normais (140-145 bpm), ou seja, não há sinais de sofrimento fetal. Logo, não há elementos para pensar em abortamento iminente, mas sim em complicações próprias do segundo e terceiro trimestres.
Análise das alternativas incorretas:
A) Ameaça de abortamento: Ocorre até 20 semanas, geralmente com sangramento vaginal e/ou dor. A paciente já ultrapassou esse período; portanto, essa alternativa está tecnicamente inadequada.
C) Abortamento inevitável: Caracteriza-se por sangramento, dor abdominal e dilatação cervical antes de 20 semanas. Além do tempo gestacional discordante, a ausência de outros sintomas clássicos reforça a inadequação.
D) Aborto retido: Envolve embrião/feto morto sem eliminação, geralmente sem batimentos cardiofetais detectáveis e, muitas vezes, pouco sangramento. A presença de BCF exclui o diagnóstico.
Pontos-chave e estratégias de prova:
- Identifique sempre a idade gestacional (≤20 semanas: abortamento; >20 semanas: anteparto).
- Sintomas como presença de dor, intensidade do sangramento e evolução clínica diferenciam as entidades.
- Atenção para termos clássicos como “apenas sangramento”, “BCF presente” ou “idade gestacional”.
Fundamentação segundo evidências e protocolos:
Obras como “Williams Obstetrícia” (Cunningham et al.) e o “Manual Técnico: Gestação de Alto Risco” atestam que, após 20 semanas, o diagnóstico deve migrar para o conceito de sangramento anteparto, redirecionando a avaliação para causas obstétricas específicas.
Resumo: O achado de sangramento vaginal após 20 semanas com BCF presente exclui abortamentos e indica “sangramento anteparto” como diagnóstico mais provável.
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