Mulher de 33 anos, G1P0, na 39ª semana de gestação em traba...
Gabarito comentado
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Tema central: A questão aborda o penfigoide gestacional (antigo herpes gestacional), uma dermatose autoimune rara da gravidez, não relacionada ao herpes simples viral. Entender sua clínica, riscos neonatais e conduta obstétrica é fundamental para evitar confusões com herpes genital.
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B) Lesões neonatais podem ser observadas e se resolverão está correta.
De acordo com evidências clínicas e manual de referência, como o Manual Merck, o penfigoide gestacional raramente compromete o recém-nascido, mas nos casos em que aparecem lesões bolhosas, “elas desaparecem espontaneamente em poucas semanas, sem tratamento específico”. O acompanhamento é suficiente, uma vez que o prognóstico é favorável para o neonato (Merck Manuals, seção penfigoide gestacional). Portanto, não se justifica intervenção agressiva no recém-nascido.
Análise crítica das alternativas incorretas:
A) O parto abdominal está indicado.
Errado. O penfigoide gestacional não é indicação de cesariana. A escolha da via de parto segue os critérios obstétricos habituais e não depende da presença das lesões.
C) O parto vaginal é permitido, se as lesões não estiverem na região do introito e se for administrado aciclovir oral ao recém-nascido.
Incorreta por confusão conceitual. O uso de aciclovir se aplica ao herpes genital, não ao penfigoide gestacional. As lesões cutâneas desse quadro não contraindicam o parto vaginal.
D) Tocólise e uso de esteroides orais são aconselháveis até a cicatrização das lesões.
Equivocada. Corticosteroides orais são indicados para sintomas maternos intensos, mas tocólise não faz parte da conduta. Tocólise pode ser, inclusive, prejudicial sem real indicação obstétrica.
Pontos-chave para provas:
1. Sempre diferencie penfigoide gestacional (autoimune) de herpes genital (viral).
2. O manejo neonatal é expectante.
3. Atenção a “pegadinhas” de alternativas que associem antiviral ao penfigoide gestacional!
Conclusão: O foco é diagnóstico preciso e conduta baseada em protocolos. O reconhecimento de lesões transitórias no Rn permite evitar iatrogenias e tranquiliza famílias.
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