A osteorradionecrose de mandíbula é uma complicação tardia d...
Gabarito comentado
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Tema central: Osteorradionecrose de mandíbula é uma complicação tardia, porém não exclusiva de longo prazo, da radioterapia em cabeça e pescoço. Ela decorre de danos à microvasculatura e osteócitos, levando à necrose óssea, frequentemente após traumas locais ou infecções dentárias.
Justificativa para a alternativa correta (Errado): O enunciado contém dois equívocos principais:
- 1. Momento de ocorrência: A osteorradionecrose, segundo revisões sistemáticas e publicações, ocorre predominantemente nos primeiros três anos após radioterapia, e não “na maioria das vezes, após cinco anos”. (Harrison's Principles of Internal Medicine; UpToDate, acesso 2024).
- 2. Associação com uso de bifosfonatos: Pacientes com câncer de mama, mieloma múltiplo e osteoporose podem, de fato, apresentar osteonecrose dos maxilares se em uso de bifosfonatos, porém, esta é uma condição diferente da osteorradionecrose. Osteorradionecrose é exclusivamente associada à radiação, enquanto a osteonecrose por bifosfonatos é relacionada ao medicamento, e os seus mecanismos fisiopatológicos são distintos. (Rev Bras Reumatol 2006;46(5):348-52).
Análise das alternativas:
- Alternativa C (Certo): Errada, pois incorre em erros conceituais sobre o período de aparecimento e confunde etiologias distintas para complicações ósseas da mandíbula.
- Alternativa E (Errado – Gabarito): Correta, pois identifica os pontos falhos do enunciado conforme fundamentado acima.
Pegadinhas e estratégias:
Fique atento a detalhes como tempo de manifestação clínica e condições associadas. Na literatura, “osteonecrose” em usuários de bifosfonatos é um termo similar, mas etiologicamente diferente de “osteorradionecrose”. Observe sempre se o enunciado mistura conceitos ou traz generalizações excessivas.
Segundo o PCDT de Complicações Pós-Radioterapia: “Osteorradionecrose ocorre usualmente até o terceiro ano do tratamento, sendo rara após cinco anos.” (Ministério da Saúde, p.45).
Resumo: O erro do item está na mistura inadequada de definições clínicas: confunde etiologias e descreve o tempo de evolução de maneira inconsistente com a literatura médica e normativas oficiais.
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