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Q544495 Legislação dos Tribunais de Contas (TCU, TCEs e TCMs) e Ministérios Públicos de Contas
Assinale a única opção errada, a partir da seguinte disposição: “Ao servidor do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo – TCEES, no exercício da fiscalização determinada pelo Tribunal, são asseguradas as seguintes prerrogativas":
Alternativas

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No contexto das prerrogativas asseguradas ao servidor do Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCEES) durante o exercício de fiscalização, é crucial compreender quais direitos e garantias são atribuídos para assegurar o cumprimento eficaz de suas funções.

A legislação aplicável se refere principalmente ao Regimento Interno do TCEES e às normas de auditoria pública, que visam garantir a autonomia e a integridade das ações do auditor.

Análise da Alternativa A: "Manter, no desempenho de suas atribuições, atitude de independência, serenidade e imparcialidade."

A alternativa A está incorreta porque, em vez de ser uma prerrogativa, trata-se de uma obrigação ética e profissional do auditor. Prerrogativas são direitos ou vantagens especiais concedidas para facilitar o exercício de funções, enquanto independência, serenidade e imparcialidade são princípios que regem o comportamento do auditor, garantindo a objetividade e a justiça em suas análises.

Análise das Alternativas B, C, D e E:

B: Esta alternativa é correta. Os auditores têm o direito de requerer informações e documentos necessários para a instrução de processos, conforme previsto no Regimento Interno do TCEES. Este é um exemplo típico de prerrogativa, necessária para o desempenho eficiente das auditorias.

C: Também está correta. A possibilidade de requisitar auxílio, inclusive força policial, é uma prerrogativa importante para garantir a execução das atribuições do auditor, especialmente em casos onde possam ocorrer resistências à fiscalização.

D: Esta alternativa é correta e se refere ao direito de acesso a documentos e informações, inclusive sistemas eletrônicos, que é fundamental para a realização de uma auditoria completa e precisa.

E: A alternativa é correta, pois o livre ingresso em órgãos sujeitos à jurisdição do Tribunal é uma prerrogativa básica que assegura a acessibilidade necessária para a realização de auditorias.

Exemplo Prático: Imagine que um auditor do TCEES precise realizar uma auditoria em uma secretaria estadual. Ele pode acessar o sistema eletrônico da secretaria, solicitar documentos dos responsáveis e, se encontrar obstáculos, chamar a polícia para garantir a entrada e a obtenção das informações necessárias. Estas ações são garantidas pelas prerrogativas citadas nas alternativas B, C, D e E, mas sua atitude deve sempre ser de independência e imparcialidade, conforme menciona a alternativa A.

Conclusão: A questão explora conceitos fundamentais sobre as prerrogativas dos servidores no exercício da fiscalização. Saber distinguir entre direitos e obrigações garante uma resposta correta e demonstra o entendimento aprofundado dos princípios e normas que regem a atuação do auditor.

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A questão trata da diferença entre OBRIGAÇÕES e PRERROGATIVAS do servidor

Art. 38. Ao servidor, no exercício da fiscalização determinada pelo Tribunal de Contas, são asseguradas as seguintes prerrogativas:

I - livre ingresso em órgãos e entidades sujeitos à jurisdição do Tribunal;

II - acesso a todos os documentos e informações necessários ao exercício de suas funções, inclusive aos sistemas eletrônicos de processamento e aos bancos de dados;

III - requerer, nos termos do Regimento Interno, aos responsáveis pelos órgãos e entidades nas quais forem realizadas auditorias e diligências, as informações e documentos necessários para instrução de processos e relatórios de cujo exame esteja expressamente encarregado;

IV -requisitar auxílio e colaboração das autoridades públicas, inclusive força policial, se necessário, para garantir a efetividade do exercício de suas atribuições.



Art. 37. São obrigações do servidor que exerce funções específicas de controle externo no Tribunal de Contas:

I - manter, no desempenho de suas atribuições, atitude de independência, serenidade e imparcialidade;

II - representar ao Tribunal contra os responsáveis pelos órgãos e entidades sob sua fiscalização, em casos de falhas e/ou irregularidades, na forma regulamentada no Regimento Interno;

III - propor a aplicação de multas, a imputação de débito e outras sanções previstas em lei;

IV - guardar sigilo sobre dados e informações obtidos em decorrência do exercício de suas funções e pertinentes aos assuntos sob sua fiscalização, utilizando-os, exclusivamente, para a elaboração de pareceres e relatórios.


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