Primípara de 28 anos, durante uma ultrassonografia, recebe ...
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: Gestação gemelar – distinção entre corionicidade/amnionicidade (pelo ultrassom) e zigosidade (origem genética). Uma membrana intergemelar fina no 2º trimestre sugere gestação monocoriônica diamniótica, típico de gêmeos monozigóticos.
Gabarito: C – É provável que seja uma gestação monozigótica.
Justificativa: Em gestações gemelares, a espessura e o aspecto da membrana intergemelar ajudam a definir a corionicidade. A gestação monocoriônica diamniótica (MC/DA) apresenta uma membrana fina formada por duas camadas de âmnio, com o sinal do “T” na inserção membrana-placenta. Apenas gestações monozigóticas podem ser monocoriônicas; portanto, o achado descrito torna mais provável a monozigosidade. A divisão do zigoto entre o 4º e 8º dia gera MC/DA, o tipo mais comum entre monozigóticos.
Estrategia de prova (pegadinhas): Diferencie corionicidade de zigosidade. O ultrassom define corionicidade: lambda/twin-peak = dicoriônica (membrana espessa); T sign = monocoriônica (membrana fina). A avaliação é ideal até 11–14 semanas, mas o padrão ainda é útil em 15 semanas. Lembre: dizigóticos NUNCA são monocoriônicos.
Análise das alternativas incorretas:
- A – “Um de cada sexo”: Sexo não se infere pela espessura da membrana. Além disso, gêmeos monozigóticos costumam ter o mesmo sexo (exceções raras por mosaicismo/aneuploidias). O achado ultrassonográfico não sustenta a conclusão sobre sexo.
- B – “Dizigótica”: A maioria dos dizigóticos é dicoriônica diamniótica, com membrana mais espessa e sinal do lambda, frequentemente com duas placentas. Como dizigóticos não podem ser monocoriônicos, a presença de membrana fina (padrão MC/DA) afasta esta opção.
- D – “Duas placentas separadas”: Duas placentas apontam para dicoriônica. Na MC/DA há uma placenta e membrana fina. Mesmo em gestações dicoriônicas, placentas podem estar fusionadas, o que confunde; porém o dado-chave aqui é a membrana fina, incompatível com dicoriônica típica.
Resumo prático para a prova: Membrana fina + sinal do T → monocoriônica diamniótica → monozigótica (mais provável). Membrana espessa + lambda → dicoriônica diamniótica (geralmente dizigótica).
Referências rápidas: ACOG/SMFM – Management of Twin Pregnancy; RCOG Green-top Guideline 51 (Management of Monochorionic Twin Pregnancy); UpToDate – Twin pregnancy: Determining chorionicity and amnionicity. Diretrizes reforçam determinar corionicidade no 1º trimestre e usar sinais ultrassonográficos (T vs lambda, espessura da membrana).
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo