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Q1730608 Medicina
Primípara de 28 anos, durante uma ultrassonografia, recebe um diagnóstico de gestação gemelar de 15 semanas. O exame revela uma membrana fina entre os dois fetos. Assinale a hipótese mais provável.
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Tema central: Gestação gemelar – distinção entre corionicidade/amnionicidade (pelo ultrassom) e zigosidade (origem genética). Uma membrana intergemelar fina no 2º trimestre sugere gestação monocoriônica diamniótica, típico de gêmeos monozigóticos.

Gabarito: C – É provável que seja uma gestação monozigótica.

Justificativa: Em gestações gemelares, a espessura e o aspecto da membrana intergemelar ajudam a definir a corionicidade. A gestação monocoriônica diamniótica (MC/DA) apresenta uma membrana fina formada por duas camadas de âmnio, com o sinal do “T” na inserção membrana-placenta. Apenas gestações monozigóticas podem ser monocoriônicas; portanto, o achado descrito torna mais provável a monozigosidade. A divisão do zigoto entre o 4º e 8º dia gera MC/DA, o tipo mais comum entre monozigóticos.

Estrategia de prova (pegadinhas): Diferencie corionicidade de zigosidade. O ultrassom define corionicidade: lambda/twin-peak = dicoriônica (membrana espessa); T sign = monocoriônica (membrana fina). A avaliação é ideal até 11–14 semanas, mas o padrão ainda é útil em 15 semanas. Lembre: dizigóticos NUNCA são monocoriônicos.

Análise das alternativas incorretas:

  • A – “Um de cada sexo”: Sexo não se infere pela espessura da membrana. Além disso, gêmeos monozigóticos costumam ter o mesmo sexo (exceções raras por mosaicismo/aneuploidias). O achado ultrassonográfico não sustenta a conclusão sobre sexo.
  • B – “Dizigótica”: A maioria dos dizigóticos é dicoriônica diamniótica, com membrana mais espessa e sinal do lambda, frequentemente com duas placentas. Como dizigóticos não podem ser monocoriônicos, a presença de membrana fina (padrão MC/DA) afasta esta opção.
  • D – “Duas placentas separadas”: Duas placentas apontam para dicoriônica. Na MC/DA há uma placenta e membrana fina. Mesmo em gestações dicoriônicas, placentas podem estar fusionadas, o que confunde; porém o dado-chave aqui é a membrana fina, incompatível com dicoriônica típica.

Resumo prático para a prova: Membrana fina + sinal do Tmonocoriônica diamnióticamonozigótica (mais provável). Membrana espessa + lambdadicoriônica diamniótica (geralmente dizigótica).

Referências rápidas: ACOG/SMFM – Management of Twin Pregnancy; RCOG Green-top Guideline 51 (Management of Monochorionic Twin Pregnancy); UpToDate – Twin pregnancy: Determining chorionicity and amnionicity. Diretrizes reforçam determinar corionicidade no 1º trimestre e usar sinais ultrassonográficos (T vs lambda, espessura da membrana).

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