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Q1730606 Medicina
Mulher de 24 anos, no curso da 38ª semana de gestação, pariu por via vaginal uma criança de 3.500 kg. No secundamento observou-se o útero invertido que foi reposicionado de forma bem-sucedida. Assinale o local de implantação da placenta mais provável à inversão uterina.
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Tema central da questão: A questão aborda a inversão uterina no pós-parto, uma emergência obstétrica rara, frequentemente associada à localização da placenta. Conhecer os fatores de risco – especialmente a implantação placentária no fundo uterino – é essencial para o manejo seguro e evitar complicações graves, como choque hipovolêmico.

Justificativa da alternativa correta (A - Fundo uterino):

A placenta inserida no fundo uterino representa fator de risco importante para inversão uterina. Isso porque, quando a placenta está localizada nessa região superior do útero, a tração do cordão umbilical faz maior alavanca, favorecendo que o fundo do útero se invagine, especialmente se houver atonia uterina (miométrio relaxado) ou tração inadequada/precipitada. Segundo o Williams Obstetrícia (25ª ed.), página 796: “A tração no cordão, especialmente quando a placenta se encontra no fundo, associada à atonia uterina, pode resultar em inversão uterina.”

Os principais fatores de risco são: fundo placentário, atonia e manipulação inadequada do parto (como tração excessiva do cordão antes de sinais de descolamento placentário).

Análise das alternativas incorretas:

B) Parede anterior e C) Parede posterior: Quando a placenta se localiza nas paredes anterior ou posterior, a tração do cordão não faz força direta para "trazer" o fundo do útero; o risco de inversão é significantemente menor nestas localizações.

D) Segmento inferior: Implantes no segmento inferior (próximo ao canal do parto) praticamente não têm relação com inversão uterina, pois não há alavancagem suficiente. Inclusive, placentas inseridas aqui podem dificultar o desprendimento, mas não aumentam o risco de inversão.

Dicas para provas:
Fique atento em questões que envolvem "fatores anatômicos". Palavras como "fundo uterino" e "tração do cordão" juntas devem suscitar esse diagnóstico diferencial! Não se deixe confundir por alternativas menos prováveis; use raciocínio anatômico.

Resumo Normativo:
Apesar de não existir diretriz brasileira específica, grandes manuais (Williams, MSD Manuals) e consensos internacionais relatam que o fundo uterino é o local de maior risco, devendo-se evitar tração do cordão sem sinais de descolamento placentário.

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