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Gabarito comentado
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Tema central da questão:
O foco é a interpretação dos marcadores sorológicos das hepatites virais em um contexto de suspeita de hepatite aguda, especialmente diante de fatores de risco, quadro clínico icterícia e alterações marcadas das transaminases (TGO/TGP elevadas).
Justificativa da alternativa correta (B):
A alternativa B está correta ao afirmar: “O exame de anti-HCV negativo não pode excluir a hepatite aguda pelo vírus C.”
Explicando: nas fases iniciais da infecção pelo vírus da hepatite C, o anticorpo anti-HCV pode demorar semanas até se tornar detectável (soroconversão tardia). Portanto, um resultado negativo não exclui a hipótese diagnóstica. Segundo o Manual Técnico para Diagnóstico das Hepatites Virais, Ministério da Saúde:
“O anti-HCV geralmente surge por volta de 2 semanas após a infecção aguda, mas, algumas vezes, pode aparecer mais tardiamente; entretanto, o RNA-VHC é positivo mais precocemente.”
Assim, diante de suspeita clínica e anti-HCV negativo, está indicado pesquisar RNA-HCV ("PCR para HCV") para não perder casos agudos!
Análise das alternativas incorretas:
A) A presença de anti-HBc IgM indica infecção aguda por hepatite B. Já anti-HVA IgG indica imunidade ou infecção passada por hepatite A, e não infecção aguda. A combinação NÃO indica infecção aguda simultânea por A e B.
C) Anti-HBs isolado demonstra imunidade à hepatite B, normalmente após vacinação (sem contato com o vírus selvagem) ou infecção prévia resolvida. Não necessariamente expressão de contato anterior com o vírus.
D) O diagnóstico de hepatite A aguda requer o achado de anti-HVA IgM (indicador de infecção recente). O anti-HVA IgG indica exposição anterior ou imunidade, não infecção aguda.
Estratégias para provas:
Sempre relacione marcador sorológico ao momento da infecção (aguda x passada x imunidade); desconfie de alternativas que misturem conceitos distintos ou confundam IgG com IgM! Atenção às pegadinhas na diferenciação dos anticorpos!
Obras e evidências:
Além dos protocolos do Ministério da Saúde, as abordagens do Harrison’s Principles of Internal Medicine e UpToDate reforçam a necessidade da pesquisa de RNA-HCV nas situações de discordância clínica e laboratório sorológico negativo inicial.
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