Uma das dificuldades em explorar o Oceano, segundo o texto, é

Próximas questões
Com base no mesmo assunto
Q2264168 Português
Leia o texto para responder a questão.

A cientista que viajou ao espaço e depois ao ponto mais fundo
do oceano
Kathy Sullivan se tornou a oitava pessoa e a primeira mulher a chegar às profundezas do Challenger Deep



       Uma ex-astronauta da Nasa se tornou a primeira pessoa a viajar ao espaço e depois alcançado o ponto mais profundo conhecido no oceano.
        No domingo (8/6), Kathy Sullivan fez história com seu mergulho de 35.810 pés (ou quase 11 mil metros) no Challenger Deep, ponto mais profundo do Oceano na Fossa das Marianas, no Pacífico.
    "Eu me senti como um alienígena chegando a um planeta estrangeiro e navegando por essa paisagem lunar. Foi bastante notável", disse Sullivan, de 68 anos, à BBC News.
   O feito a torna a oitava pessoa e a primeira mulher a atingir essa profundidade, cerca de 11 km abaixo da superfície do Oceano Pacífico.
    Sullivan passou cerca de uma hora e meia explorando uma vala em um submersível (pequeno veículo de exploração) especialmente construído para suportar a imensa pressão subaquática.
    O investidor e explorador Victor Vescovo, que antes se tornara a primeira pessoa a visitar os pontos mais profundos dos cinco oceanos, fez companhia a Sullivan na expedição.
    "Nunca me ocorreu que algum dia eu teria essa oportunidade ou que Victor me convidaria para me juntar a ele", diz Sullivan.
     Na profundidade, como na Fossa das Marianas, a água é muito fria, não há luz e a pressão é muito alta. No entanto, de alguma forma, há vida no local — e os pesquisadores estão apenas começando a aprender como as espécies que vivem ali sobrevivem.
    O primeiro mergulho no fundo da Fossa das Marianas ocorreu em 1960 pelo tenente da Marinha dos Estados Unidos Don Walsh e pelo engenheiro suíço Jacques Piccard. Ele viajaram no Trieste, um tipo de submarino de exploração conhecido como batiscafo.
  Meio século depois, em 2012, o diretor de cinema James Cameron mergulhou até o local em seu submarino verde-claro.
   Este mergulho mais recente fez parte da Expedição Ring of Fire — uma tentativa de explorar os pontos mais profundos do Oceano Pacífico. 
    Sullivan se tornou astronauta da Nasa em 1979 e fez história em 1984 como a primeira mulher americana a concluir uma viagem espacial.
    Ela ficou mais de 532 horas no espaço. Em 2004, entrou no Astronaut Hall of Fame (Hall da Fama dos Astronautas dos Estados Unidos).
    Depois, ela se Juntou à Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), entidade que passou a chefiar.
    Em uma conversa por telefone com a BBC, enquanto ainda estava no mar, Sullivan descreveu o oceano e o espaço como as "duas maiores fronteiras físicas que permanecem depois do surgimento da humanidade".
    Agora ela se tornou a primeira pessoa a percorrer essas duas fronteiras, sob condições muito diferentes uma da outra.
     [...]



Disponível em https://epocanegocios.globo.com/Mundo/noticia/2020/06/cientista-que-viajou-ao-espaco-e-depois-ao-ponto-mais-fundo-do-oceano.html
Uma das dificuldades em explorar o Oceano, segundo o texto, é
Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Tema central: Interpretação de Texto

A questão exige que o candidato localize, compreenda e relacione informações explícitas no texto. Segundo Koch (2011), essa habilidade é fundamental em provas de concursos, já que partir do que está textualmente expresso evita interpretações subjetivas e garante precisão nas respostas.

Justificativa da alternativa correta (D): a pressão subaquática.

O texto afirma claramente: “a pressão é muito alta”. Pela coerência textual (Bechara), entende-se que tal condição representa uma significativa dificuldade para exploração, pois exige equipamentos adaptados, o que é confirmado pelo contexto do uso de submersível especial. Assim, a alternativa D é a única diretamente fundamentada em informação explícita do texto.

Análise das alternativas incorretas:

A) a água quente: O texto informa o oposto – “a água é muito fria”. A alternativa contraria um dado textual objetivo, demonstrando uma pegadinha frequente: inverter informações.

B) os animais aquáticos: O texto menciona a existência de vida, mas não aponta os animais como entrave à exploração. Estratégia: não atribua dificuldades a fatores não destacados no texto.

C) os equipamentos: Apesar de o submersível ser citado, não há menção de equipamentos como sendo uma dificuldade. Esta alternativa exige inferência não autorizada pelo texto, contrariando o princípio da interpretação objetiva (Cunha & Cintra).

E) o peso do submersível: Não é citado como problema ou dificuldade; trata-se de informação externa ao texto. Em provas, evite assumir elementos que não estejam claramente presentes.

Estratégias para provas: Busque palavras-chave; desconfie de mudanças entre o texto e a alternativa; prefira respostas que replicam fielmente dados textuais.

Referências: Bechara, Moderna Gramática Portuguesa; Koch, A Coerência Textual; Cunha & Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo.

Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!

Clique para visualizar este gabarito

Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo

Comentários

Veja os comentários dos nossos alunos

D

GABARITO LETRA D.

''Na profundidade, como na Fossa das Marianas, a água é muito fria, não há luz e a pressão é muito alta.''

Aliás, é mais difícil explorar as profundezas dos oceanos da Terra do que o vácuo do espaço profundo.

Clique para visualizar este comentário

Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo