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Q3546144 Odontologia
Durante uma consulta odontológica de rotina, uma paciente de 25 anos, gestante de 28 semanas, apresenta necessidade de procedimento de extração de um dente molar superior. Após cuidadosa revisão do histórico médico e odontológico, você decide administrar uma anestesia local. Qual das seguintes opções seria a primeira escolha para essa paciente?
Alternativas

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Tema central: Anestesia local segura na gestação, especialmente a escolha do anestésico e do vasoconstrictor para extração de molar superior em 28 semanas.

Alternativa correta: E - Lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000.

Justificativa: A lidocaína é o anestésico local com melhor perfil de segurança na gestação (histórico FDA B) e ampla experiência clínica. A associação com epinefrina 1:100.000 é recomendada pois: - prolonga a anestesia e melhora a hemostasia do campo; - reduz a absorção sistêmica do anestésico, diminuindo toxicidade materno-fetal; - melhor controle da dor reduz catecolaminas endógenas, mais seguras que uma dose mínima e aspirada de epinefrina. Diretrizes ADA/ACOG consideram seguro o uso de lidocaína com epinefrina em gestantes para procedimentos odontológicos necessários, especialmente no 2º-3º trimestres.

Estratégia de prova (pegadinha): Muitos candidatos evitam epinefrina na gestação; contudo, em doses odontológicas com aspiração prévia é segura. O que se evita é felipressina e a injeção intravascular.

Análise das alternativas incorretas:

A) Prilocaína 3% com felipressina: a felipressina é análogo da vasopressina, com efeito uterotônico e risco de reduzir perfusão útero-placentária. Evitar na gestação. Além disso, prilocaína pode induzir metemoglobinemia (risco teórico fetal).

B) Articaína 4% com epinefrina: apesar de eficaz para infiltração maxilar, a articaína tem classificação histórica C e menor evidência de segurança na gestação quando comparada à lidocaína. Não é a primeira escolha.

C) Lidocaína 2% sem vasoconstrictor: menos hemostasia e menor duração, exigindo redoses e maior absorção sistêmica do anestésico, o que não é superior à associação com epinefrina em termos de segurança e eficácia.

D) Prilocaína 3% sem vasoconstrictor: além do risco de metemoglobinemia, ausência de vasoconstrictor piora hemostasia e duração para extração de molar. Não é a melhor opção.

Dicas práticas na gestante: atender preferencialmente no 2º-3º trimestres; posicionar com leve inclinação para a esquerda para evitar hipotensão supina; usar as menores doses efetivas e aspirar antes de injetar.

Referências essenciais: ADA & ACOG – Oral Health Care During Pregnancy (2013, atualizado); Malamed SF. Manual de Anestesia Local, 7ª ed.; UpToDate – Dental care during pregnancy (acesso recente).

Gabarito: E – Lidocaína 2% com epinefrina 1:100.000.

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