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Q3654283 Técnicas em Laboratório
A baciloscopia de raspado intradérmico, um procedimento caracterizado por sua fácil execução e possuir baixo custo, é utilizada para o diagnóstico de: 
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Tema central: a baciloscopia de raspado intradérmico (slit-skin smear) é um método simples e de baixo custo para pesquisar bacilos álcool-ácido resistentes (BAAR), especialmente Mycobacterium leprae. O material é coletado de lóbulos das orelhas, cotovelos ou bordas de lesões e corado (Ziehl-Neelsen ou Fite-Faraco) para calcular o Índice Baciloscópico (IB) e, quando possível, o Índice Morfológico.

Alternativa correta: E – Hanseníase

Na hanseníase, a baciloscopia de raspado intradérmico é o exame laboratorial clássico para detectar e quantificar BAAR, sendo mais sensível nas formas multibacilares. Auxilia na classificação operacional (PB vs. MB), no follow-up e no controle de recidiva. Embora o diagnóstico seja principalmente clínico-neurológico (lesões cutâneas com hipoestesia, espessamento neural, comprometimento sensitivo-motor), a baciloscopia agrega objetividade e custo-efetividade. Diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde recomendam o método quando disponível (WHO Leprosy Guidelines; Brasil, Guia prático de Hanseníase; UpToDate; Harrison’s).

Estratégia de prova: a palavra “baciloscopia” remete a BAAR e não a protozoários ou vírus. “Raspado intradérmico” é típico da hanseníase. Evite confundir com raspados/“imprints” usados em outras dermatoses infecciosas.

Por que as demais alternativas estão incorretas?

A) Leishmaniose tegumentar: utiliza-se esfregaço por impressão/aspiração da lesão para visualizar amastigotas (Giemsa), cultura (NNN), PCR e teste de Montenegro. Não é “baciloscopia” de BAAR, e o agente é um protozoário, não micobactéria.

B) Doença de Chagas: diagnóstico no agudo por esfregaço sanguíneo (gotas espessas/Strout) e no crônico por sorologia/PCR. Não há utilidade de raspado intradérmico nem baciloscopia; o agente é Trypanosoma cruzi (protozoário).

C) Herpes zoster: diagnóstico essencialmente clínico; pode-se usar Tzanck (células gigantes multinucleadas) ou PCR de conteúdo vesicular. Não é baciloscopia e não há BAAR (agente é vírus Varicella-zoster).

D) Psoríase: doença inflamatória imunomediada, sem agente infeccioso. Diagnóstico clínico (placas eritemato-escamosas, sinal de Auspitz) e, se necessário, biópsia. Baciloscopia não se aplica.

Dicas adicionais: na prática, a baciloscopia pode ser negativa nas formas paucibacilares; ainda assim, o diagnóstico de hanseníase pode ser feito clinicamente e por biópsia/PCR. Coletar amostras de lóbulos auriculares aumenta a chance de positividade.

Referências essenciais: WHO Leprosy Guidelines; Ministério da Saúde – Guia de Vigilância em Saúde e Protocolo Clínico de Hanseníase; UpToDate (Diagnosis of leprosy); Harrison’s Principles of Internal Medicine.

Gabarito: E) Hanseníase.

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Gabarito E

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