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Q3329131 Técnicas em Laboratório
As publicações científicas sobre a técnica de amplificação isotérmica mediada por loop aumentaram durante o período da pandemia por COVID-19. Um dos motivos foi a aplicação da estratégia como alternativa para a amplificação do ácido nucleico do SARS-CoV-2. Sobre a técnica é correto afirmar que:
Alternativas

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Tema central: Amplificação isotérmica mediada por loop (LAMP/RT‑LAMP) aplicada ao SARS‑CoV‑2. É uma técnica de amplificação de ácidos nucleicos a temperatura constante (≈60–65°C), usando DNA polimerase com strand displacement e múltiplos primers, permitindo detecção rápida sem termociclador.

Alternativa correta (D): Na detecção colorimétrica, a cor final se relaciona a alterações de pH e/ou subprodutos da reação. Durante a síntese de DNA há liberação de H+ (acidificando o meio) e formação de pirofosfato, que precipita como pirofosfato de magnésio. Indicadores como fenol red mudam de cor com a queda do pH, e o hydroxynaphthol blue (HNB) altera a cor conforme a disponibilidade de Mg2+ devido ao precipitado. Por isso, a coloração final reflete diretamente esses fenômenos da reação. Evidência: Notomi et al., Nucleic Acids Res. 2000; aplicações em COVID‑19 descritas em guias técnicos e revisões (WHO/UpToDate) apontam RT‑LAMP colorimétrica baseada em pH como alternativa rápida ao RT‑PCR.

Por que as demais estão incorretas?

A) “Maior sensibilidade e especificidade que a RT‑PCR.” Falso. O RT‑PCR segue como padrão‑ouro para SARS‑CoV‑2. O RT‑LAMP apresenta desempenho variável entre protocolos e matrizes, frequentemente com limite de detecção mais alto (menos sensível) que o RT‑PCR, embora com boa concordância em cargas virais moderadas/altas. Referências: WHO interim guidance para diagnóstico de COVID‑19; UpToDate (Diagnóstico de COVID‑19).

B) “Necessita de termociclador complexo.” Falso. A LAMP é isotérmica; basta um banho-maria, bloco aquecido ou dispositivo portátil com temperatura constante. Um atrativo é justamente dispensar termocicladores.

C) “Fluorescência é a menos sensível.” Falso. A detecção fluorescente (p.ex., SYBR Green, EvaGreen, calceína ou sondas específicas) tende a ser mais sensível e com melhor relação sinal‑ruído que a colorimétrica/turbidimétrica, permitindo monitoramento em tempo real e menor limite de detecção.

E) “Corantes são usados para detecção por turbidez.” Falso. A turbidez decorre da formação do pirofosfato de magnésio que precipita, aumentando a opacidade visual/absorbância. Não requer corantes; corantes são usados nas leituras colorimétricas, não na turbidez.

Estratégia de prova: Identifique palavras‑chave: “isotérmica” → não precisa termociclador; “colorimétrica” → pH e/ou Mg2+; “turbidez” → precipitado, sem corante; “fluorescência” → maior sensibilidade; “RT‑PCR padrão‑ouro” → cuidado com afirmações de superioridade.

Referências úteis: Notomi H. et al., Nucleic Acids Res. 2000; WHO: Diagnostic testing for SARS‑CoV‑2; UpToDate: COVID‑19: Diagnosis.

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