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Ano: 2016 Banca: FUNIVERSA Órgão: IF-AP Prova: FUNIVERSA - 2016 - IF-AP - Zootecnista |
Q2775368 Veterinária
Desde 1990, no intuito de preservar o patrimônio pecuário brasileiro e assegurar a saúde dos consumidores de nossos produtos, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) vem adotando medidas sanitárias para prevenir a ocorrência da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), comumente conhecida como “doença da vaca louca”, que é uma enfermidade degenerativa fatal e transmissível do sistema nervoso central de bovinos. A principal via de transmissão é oral, por meio dos alimentos. Nesse sentido, são veículos de contaminação para ruminantes:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A EEB é transmitida classicamente pela ingestão oral de alimentos contendo proteína animal contaminada por príons, especialmente farinhas de carne e ossos derivadas de ruminantes infectados. Como o enunciado pergunta o veículo alimentar de contaminação para ruminantes, a alternativa correta é a que traz esse subproduto animal, e não alimentos vegetais, silagens ou lácteos.

Tema central: Transmissão alimentar da EEB
Análise das alternativas
A
Errada
Produtos lácteos de forma geral não correspondem ao veículo epidemiológico clássico de transmissão da EEB para ruminantes. A doença está associada à ingestão de proteínas animais contaminadas em farinhas de subprodutos, e não a lácteos como principal fonte de infecção.
B
Certa
A farinha de carne e ossos é o veículo alimentar classicamente associado à transmissão da EEB em ruminantes porque pode conter tecidos animais contaminados por príons. O ponto decisivo é a origem animal do ingrediente e sua relação epidemiológica com a reciclagem de tecidos de ruminantes infectados.
C
Errada
Forragens verdes e feno de leguminosas, como alfafa, não transmitem EEB por excesso de proteína. O erro é trocar uma enfermidade priônica por um raciocínio nutricional: a patogênese da EEB depende da presença de príons em tecidos animais contaminados, não de dieta hiperproteica vegetal.
D
Errada
Silagem de milho é alimento vegetal e, por si, não contém o material proteico animal contaminado que sustenta a transmissão clássica da EEB. Portanto, falta o elemento etiológico decisivo: proteína animal infectante derivada de tecidos de ruminantes.
E
Errada
Rações à base de soja e minerais quelatados não constituem veículo etiológico clássico da EEB porque não envolvem subprodutos animais contaminados por príons. Ser ração industrializada não basta; o risco relevante depende da presença de ingrediente de origem animal infectante.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões: tratar qualquer alimento consumido por bovinos como risco para EEB e confundir excesso de proteína com transmissão priônica. O critério correto é específico: subproduto animal contaminado, especialmente farinha de carne e ossos.
Dica para questões semelhantes
  • Em EEB, procure o veículo que contenha proteína de origem animal, não apenas alimento proteico.
  • Se a alternativa trouxer explicação por excesso nutricional, descarte: a doença é priônica, não causada por desequilíbrio dietético.
  • Alimentos vegetais comuns da dieta de ruminantes não são o veículo clássico de transmissão da EEB.
  • Quando a questão falar em defesa sanitária da EEB, pense na reciclagem alimentar de tecidos animais infectados.

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