Uma mãe apresenta bebê de 6 meses com provável displasia do...
Gabarito comentado
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Tema central: Displasia do Desenvolvimento do Quadril (DDQ) no lactente e o exame de imagem adequado para confirmar instabilidade aos 6 meses.
Alternativa correta: A
Por quê? Até cerca de 4–6 meses, a ultrassonografia (US) de quadril é o método de escolha porque visualiza componentes cartilaginosos não vistos na radiografia. Usa-se transdutor linear de alta frequência e o método de Graf, medindo o ângulo alfa (cobertura óssea; normal ≥60° após 3 meses) e o ângulo beta (cobertura cartilaginosa/lábio). Permite ainda avaliação dinâmica (instabilidade com manobras) e direciona tratamento precoce (ex.: Suspensório de Pavlik), reduzindo sequelas. Diretrizes e textos de referência (SBP, AAOS, UpToDate) recomendam US para confirmação em lactentes nessa faixa etária.
Como raciocinar na prova: Palavras-chave como “instabilidade”, “6 meses” e “US específica” apontam para a US de quadril pelo método de Graf. Atenção ao limite etário: por volta de 6 meses, a US ainda é válida; a radiografia ganha utilidade progressiva após o aparecimento do núcleo de ossificação.
Achados clínicos úteis: nos primeiros meses, Ortolani/Barlow positivos. Após 3 meses, a sensibilidade dessas manobras cai e torna-se mais útil a limitação de abdução, assimetria de pregas e sinal de Galeazzi—sempre devendo ser confirmados por imagem.
Por que as demais estão incorretas?
B) Tomografia não é exame de escolha: expõe à radiação e avalia mal estruturas cartilaginosas. Fica reservada, quando necessária, para controle pós-redução gessada. A US é superior no lactente para diagnóstico de DDQ.
C) Radiografia tardia aos 2 anos atrasa o diagnóstico e perde a “janela de ouro” do tratamento não cirúrgico. A radiografia AP de pelve é útil a partir de 4–6 meses, mas não se deve postergar a confirmação até 2 anos.
D) Exame clínico isolado não exclui DDQ, especialmente após 3 meses, quando Ortolani/Barlow perdem sensibilidade. Imagem é mandatória na suspeita.
Conduta resumida: Confirmada a instabilidade/deslocamento, Suspensório de Pavlik é primeira linha até ~6 meses; após isso, pode ser necessário redução fechada sob anestesia e gesso pelvipodálico. O diagnóstico precoce evita displasia acetabular residual e coxartrose precoce.
Referências: Sociedade Brasileira de Pediatria (rastreamento de DDQ), AAOS Clinical Practice Guideline on Detection and Nonoperative Management of DDH, UpToDate (Developmental dysplasia of the hip in infants).
Pegadinha: aos “~6 meses”, alguns candidatos migram direto para radiografia. Se a questão enfatiza “US específica” e “instabilidade”, a melhor ação imediata é a US pelo método de Graf.
Gabarito: A
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