Uma ovelha da raça Santa Inês, primípara, 3 anos, foi atendi...
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Ano: 2026
Banca:
IF-MT
Órgão:
IF-MT
Prova:
IF-MT - 2026 - IF-MT - Professor EBTT - Área: Medicina Veterinária – Clínica Médica e Cirúrgia de Grandes Animais |
Q4282794
Veterinária
Uma ovelha da raça Santa Inês, primípara, 3 anos, foi atendida em emergência após 8 horas de trabalho de parto
sem progresso. A proprietária relata que a ovelha apresenta contrações uterinas fortes e frequentes, mas não
consegue expelir o feto. Ao exame clínico, a ovelha apresenta sinais de fadiga, mucosas pálidas, frequência cardíaca elevada (120 bpm) e temperatura retal de 38,5°C. O exame obstétrico revela dilatação cervical completa,
presença de líquido amniótico, mas o feto está em posição transversa (dorso-sacral), com os membros anteriores
fletidos. Após tentativa de mutação manual sem sucesso, o veterinário suspeita de distocia mecânica. Considerando os conhecimentos sobre fisiopatologia da distocia, manobras de mutação e extração, fetotomia e cesariana
em pequenos ruminantes, analise as seguintes afirmativas, julgando se verdadeiras (V) ou falsas (F):
l. A distocia em pequenos ruminantes é definida como a dificuldade ou impossibilidade de expulsão do feto durante o parto, podendo ser classificada em distocia materna (relacionada ao tamanho ou à conformação da pelve) ou distocia fetal (relacionada ao tamanho, à posição ou à conformação do feto). A posição transversa do feto, como a observada no caso apresentado, é uma causa comum de distocia fetal em ovelhas primíparas, representando aproximadamente 15-20% dos casos de distocia em pequenos ruminantes.
II. As manobras de mutação são procedimentos manuais realizados com objetivo de corrigir a posição do feto dentro do útero, permitindo sua extragdo por via vaginal. Em caso de posição transversa, como a descrita, a manobra apropriada seria a rotação do feto para posição longitudinal (dorso-sacral para dorso-vertebral), seguida de flexão dos membros anteriores e de posterior extração forçada. Estas manobras devem ser realizadas sob sedação e analgesia apropriadas, com lubrificação adequada do canal pélvico, e requerem experiência clínica significativa para evitar ruptura uterina ou lesão fetal.
III. A extração forçada em pequenos ruminantes deve ser realizada apenas após tentativas falhadas de mutação manual e com aplicação de tração moderada durante as contrações uterinas. Em fetos viáveis, a extração forçada pode resultar em lesão fetal severa (fraturas, hemorragia intracraniana) e lesão materna (ruptura uterina, hemorragia vaginal severa). Portanto a extração forçada deve ser evitada completamente em todos os casos de distocia, sendo a cesariana a única opção terapêutica apropriada para qualquer situação de distocia em pequenos ruminantes.
IV. A fetotomia é um procedimento cirúrgico que consiste na divisão do feto em segmentos para facilitar sua extração por via vaginal, em casos de distocia fetal em que a extração inteira é impossível. Indicações incluem feto morto, feto muito grande em relação à pelve materna ou quando cesariana não é viável (falta de recursos, morte materna iminente). A fetotomia requer conhecimento anatômico detalhado, instrumentação apropriada e experiência clínica, sendo considerada um procedimento de salvação em situações desesperadas.
V. A cesariana em pequenos ruminantes é realizada através de incisões na linha média ventral ou incisão no flanco, com exteriorização do útero gravídico. O procedimento deve ser realizado sob anestesia geral com intubação endotraqueal, com a preparação cirúrgica apropriada da área operatória. A cesariana oferece melhor prognóstico materno e fetal se comparada à fetotomia ou à extração forçada, especialmente em casos de distocia materna (pelve pequena) ou quando há viabilidade fetal. Porém a cesariana em pequenos ruminantes apresenta taxa de complicações pós-operatórias muito elevada (> 50%), incluindo infecção, deiscência de sutura e morte materna, tornando-a contraindicada em praticamente todos os casos de distocia.
Assinale a alternativa com a sequência correta:
l. A distocia em pequenos ruminantes é definida como a dificuldade ou impossibilidade de expulsão do feto durante o parto, podendo ser classificada em distocia materna (relacionada ao tamanho ou à conformação da pelve) ou distocia fetal (relacionada ao tamanho, à posição ou à conformação do feto). A posição transversa do feto, como a observada no caso apresentado, é uma causa comum de distocia fetal em ovelhas primíparas, representando aproximadamente 15-20% dos casos de distocia em pequenos ruminantes.
II. As manobras de mutação são procedimentos manuais realizados com objetivo de corrigir a posição do feto dentro do útero, permitindo sua extragdo por via vaginal. Em caso de posição transversa, como a descrita, a manobra apropriada seria a rotação do feto para posição longitudinal (dorso-sacral para dorso-vertebral), seguida de flexão dos membros anteriores e de posterior extração forçada. Estas manobras devem ser realizadas sob sedação e analgesia apropriadas, com lubrificação adequada do canal pélvico, e requerem experiência clínica significativa para evitar ruptura uterina ou lesão fetal.
III. A extração forçada em pequenos ruminantes deve ser realizada apenas após tentativas falhadas de mutação manual e com aplicação de tração moderada durante as contrações uterinas. Em fetos viáveis, a extração forçada pode resultar em lesão fetal severa (fraturas, hemorragia intracraniana) e lesão materna (ruptura uterina, hemorragia vaginal severa). Portanto a extração forçada deve ser evitada completamente em todos os casos de distocia, sendo a cesariana a única opção terapêutica apropriada para qualquer situação de distocia em pequenos ruminantes.
IV. A fetotomia é um procedimento cirúrgico que consiste na divisão do feto em segmentos para facilitar sua extração por via vaginal, em casos de distocia fetal em que a extração inteira é impossível. Indicações incluem feto morto, feto muito grande em relação à pelve materna ou quando cesariana não é viável (falta de recursos, morte materna iminente). A fetotomia requer conhecimento anatômico detalhado, instrumentação apropriada e experiência clínica, sendo considerada um procedimento de salvação em situações desesperadas.
V. A cesariana em pequenos ruminantes é realizada através de incisões na linha média ventral ou incisão no flanco, com exteriorização do útero gravídico. O procedimento deve ser realizado sob anestesia geral com intubação endotraqueal, com a preparação cirúrgica apropriada da área operatória. A cesariana oferece melhor prognóstico materno e fetal se comparada à fetotomia ou à extração forçada, especialmente em casos de distocia materna (pelve pequena) ou quando há viabilidade fetal. Porém a cesariana em pequenos ruminantes apresenta taxa de complicações pós-operatórias muito elevada (> 50%), incluindo infecção, deiscência de sutura e morte materna, tornando-a contraindicada em praticamente todos os casos de distocia.
Assinale a alternativa com a sequência correta: