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Sobre Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) na pediatria, ass...

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Q4069558 Medicina
Sobre Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) na pediatria, assinale a alternativa CORRETA.
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Gabarito: B

Fundamento decisivo: A questão cobra a distribuição etiológica da HAS pediátrica por faixa etária: no recém-nascido, causas secundárias como trombose/estenose de artéria renal, displasia broncopulmonar e coarctação da aorta são frequentes, enquanto nas demais idades pediátricas as doenças do parênquima renal têm grande relevância. Esse critério torna a alternativa B a correta.

Tema central: Etiologia da HAS pediátrica por faixa etária
Análise das alternativas
A
Errada
A alternativa erra ao excluir hipertrofia adenoamigdaliana e genitália ambígua como pistas de HAS secundária. Hipertrofia adenoamigdaliana pode sugerir apneia obstrutiva do sono, associação relevante com hipertensão. Genitália ambígua pode apontar distúrbios endócrinos, que entram no raciocínio etiológico da HAS secundária. Portanto, a falha está na semiologia dirigida: esses achados não são irrelevantes.
B
Certa
A alternativa B está correta porque descreve adequadamente o padrão etário das causas de HAS na pediatria. No recém-nascido, predominam causas secundárias específicas desse período, como trombose/estenose de artéria renal, coarctação da aorta e displasia broncopulmonar. Fora do período neonatal, as doenças renais parenquimatosas passam a ocupar papel central entre as causas secundárias. O acerto da alternativa está justamente em respeitar essa mudança de perfil etiológico conforme a idade.
C
Errada
O erro é transformar investigação complementar em obrigatoriedade universal. Sumário de urina, ureia e creatinina fazem parte da avaliação básica, mas ultrassonografia com Doppler de artérias renais e ecocardiograma com Doppler não são exames mandatórios para toda criança, em qualquer idade, imediatamente após o diagnóstico. A propedêutica deve ser individualizada conforme idade, gravidade e suspeita etiológica.
D
Errada
A alternativa está incorreta por incluir betabloqueadores como primeira escolha geral para HAS primária na infância. Pela base, as classes usuais de primeira linha incluem IECA, BRA e bloqueadores de canal de cálcio, com diuréticos em alguns contextos. Betabloqueadores não são tipicamente preferidos como escolha inicial geral e têm indicações mais seletivas.
E
Errada
A alternativa troca os perfis de efeitos adversos entre classes. Rubor facial e edema periférico são efeitos mais típicos dos bloqueadores de canal de cálcio, especialmente diidropiridínicos, e não dos IECA. Nos IECA, os efeitos mais característicos incluem tosse, hiperpotassemia e elevação de creatinina. O erro é farmacológico.
Pegadinha da questão
A banca misturou uma alternativa correta de epidemiologia por faixa etária com alternativas que pareciam plausíveis por trazerem achados e exames reais, mas que erravam no ponto decisivo: excluir pistas semiológicas válidas, universalizar exames que devem ser direcionados e confundir classes farmacológicas e seus efeitos adversos.
Dica para questões semelhantes
  • Em HAS pediátrica, primeiro localize a faixa etária: no recém-nascido pense em causas secundárias típicas neonatais, especialmente renovasculares e coarctação; depois do período neonatal, valorize doença renal parenquimatosa.
  • Não aceite como universal uma propedêutica que inclua exames de imagem avançados para todos os casos; diferencie avaliação básica de investigação direcionada.
  • Na farmacologia, se a alternativa colocar betabloqueador como primeira escolha geral na HAS primária pediátrica, desconfie.
  • Separe bem os efeitos adversos: edema periférico e rubor facial lembram bloqueadores de canal de cálcio, não IECA.

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