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Q2398493 Medicina
A patogênese da leishmaniose consiste em uma infecção dos macrófagos na pele, mucosa naso‐orofaríngea e sistema reticuloendotelial. A diversidade das síndromes clínicas é determinada pelas espécies particulares do parasita, pelo vetor e pelo hospedeiro. Sobre o tema ora apresentando, são considerados fármacos utilizados no tratamento de leishmaniose, exceto
Alternativas

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Tema central: Leishmaniose é doença causada por Leishmania, parasita intracelular de macrófagos, com formas cutânea, mucocutânea e visceral. A gravidade e o tratamento variam conforme a espécie, o vetor e o hospedeiro. Em provas, atenção ao termo exceto: pede o fármaco que não trata leishmaniose.

Alternativa correta: B – Niclosamida

Justificativa: Niclosamida é anti-helmíntico para cestódios (teníase, difilobotríase), atuando na fosforilação oxidativa mitocondrial do parasita. Não possui ação contra protozoários intracelulares como Leishmania. Não é recomendado em diretrizes para leishmaniose (OMS/WHO; UpToDate; Harrison’s).

Análise das alternativas incorretas (fármacos usados na leishmaniose):

A – Anfotericina B: Antifúngico poliênico com ação antileishmania. Liposomal é fármaco de escolha para leishmaniose visceral em muitos cenários (maior eficácia e menor toxicidade renal). Deoxicolato é alternativa quando lipossomal indisponível. Indicado também em formas cutâneas graves/complexas e mucosas. Referências: OMS 2023; UpToDate; Harrison’s.

C – Miltefosina: Antileishmanial oral que altera membranas e sinalização fosfolipídica do parasita. Eficaz em cutânea e visceral (varia por espécie/área). Teratogênica: contraindicada na gestação e requer contracepção. Recomendada em diretrizes OMS/OPAS como opção sistêmica.

D – Paromomicina: Aminoglicosídeo com ação antileishmania. Uso intramuscular para leishmaniose visceral em alguns países e tópico/intralesional para formas cutâneas selecionadas. Efeitos: ototoxicidade/nefrotoxicidade (IM), irritação local (tópico). Citada em OMS e UpToDate como alternativa válida.

Estratégia de prova: Memorize os antileishmaniais clássicos: antimoniais pentavalentes (não listados na questão), anfotericina B, miltefosina e paromomicina. Ao ver Niclosamida, associe imediatamente a helmintíases, não a protozooses como leishmaniose.

Contexto clínico útil (diagnóstico em prova): Cutânea: úlcera crônica de bordas elevadas; confirmação por visualização de amastigotas (escarificação/biopsia) ou PCR. Visceral: febre prolongada, hepatoesplenomegalia, pancitopenia; testes sorológicos (rK39) e métodos parasitológicos. O tratamento é definido pela forma clínica, espécie e condições do paciente (gestação, comorbidades).

Fontes: OMS/WHO Leishmaniasis treatment guidance (2023); UpToDate – Treatment of leishmaniasis (acesso 2024); Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.

Gabarito: B

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Comentários

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A alternativa B, "Niclosamida", é a resposta correta porque este fármaco não é utilizado no tratamento da leishmaniose. A Niclosamida é um antiparasitário utilizado para o tratamento de infestações por vermes, especificamente para tênias (solitárias). Por outro lado, as outras opções listadas são fármacos que fazem parte do arsenal terapêutico para o tratamento da leishmaniose. A Anfotericina B (alternativa A) é um antifúngico que também tem atividade contra protozoários, incluindo as Leishmania spp. A Miltefosina (alternativa C) é um agente antineoplásico que tem mostrado eficácia contra a leishmaniose, sendo usado principalmente na leishmaniose visceral e cutânea. A Paromomicina (alternativa D) é um antibiótico aminoglicosídeo que possui atividade antiprotozoária e é usado tanto de forma tópica quanto sistêmica no tratamento da leishmaniose. Portanto, a Niclosamida é a única substância que não tem indicação para o tratamento desta doença, o que justifica a resposta.

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