A patogênese da leishmaniose consiste em uma infecção dos m...
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Tema central: Leishmaniose é doença causada por Leishmania, parasita intracelular de macrófagos, com formas cutânea, mucocutânea e visceral. A gravidade e o tratamento variam conforme a espécie, o vetor e o hospedeiro. Em provas, atenção ao termo exceto: pede o fármaco que não trata leishmaniose.
Alternativa correta: B – Niclosamida
Justificativa: Niclosamida é anti-helmíntico para cestódios (teníase, difilobotríase), atuando na fosforilação oxidativa mitocondrial do parasita. Não possui ação contra protozoários intracelulares como Leishmania. Não é recomendado em diretrizes para leishmaniose (OMS/WHO; UpToDate; Harrison’s).
Análise das alternativas incorretas (fármacos usados na leishmaniose):
A – Anfotericina B: Antifúngico poliênico com ação antileishmania. Liposomal é fármaco de escolha para leishmaniose visceral em muitos cenários (maior eficácia e menor toxicidade renal). Deoxicolato é alternativa quando lipossomal indisponível. Indicado também em formas cutâneas graves/complexas e mucosas. Referências: OMS 2023; UpToDate; Harrison’s.
C – Miltefosina: Antileishmanial oral que altera membranas e sinalização fosfolipídica do parasita. Eficaz em cutânea e visceral (varia por espécie/área). Teratogênica: contraindicada na gestação e requer contracepção. Recomendada em diretrizes OMS/OPAS como opção sistêmica.
D – Paromomicina: Aminoglicosídeo com ação antileishmania. Uso intramuscular para leishmaniose visceral em alguns países e tópico/intralesional para formas cutâneas selecionadas. Efeitos: ototoxicidade/nefrotoxicidade (IM), irritação local (tópico). Citada em OMS e UpToDate como alternativa válida.
Estratégia de prova: Memorize os antileishmaniais clássicos: antimoniais pentavalentes (não listados na questão), anfotericina B, miltefosina e paromomicina. Ao ver Niclosamida, associe imediatamente a helmintíases, não a protozooses como leishmaniose.
Contexto clínico útil (diagnóstico em prova): Cutânea: úlcera crônica de bordas elevadas; confirmação por visualização de amastigotas (escarificação/biopsia) ou PCR. Visceral: febre prolongada, hepatoesplenomegalia, pancitopenia; testes sorológicos (rK39) e métodos parasitológicos. O tratamento é definido pela forma clínica, espécie e condições do paciente (gestação, comorbidades).
Fontes: OMS/WHO Leishmaniasis treatment guidance (2023); UpToDate – Treatment of leishmaniasis (acesso 2024); Harrison’s Principles of Internal Medicine, 21ª ed.
Gabarito: B
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