Sobre os marcadores sorológicos na infecção pelo vírus da H...
1. HBsAg. 2. HBeAg. 3. Anti-HBe. 4. Anti-HBc IgM.
( ) Marcador de infecção recente. Na infecção crônica, pode estar presente enquanto ocorrer replicação viral. ( ) Indicador de replicação viral. Sua positividade indica alta infectividade. ( ) Primeiro marcador que aparece no curso da infecção pelo HBV. Na hepatite aguda, ele declina a níveis indetectáveis rapidamente. ( ) Indica o fim da fase replicativa.
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Tema central: A questão avalia o conhecimento sobre marcadores sorológicos da infecção pelo vírus da Hepatite B (HBV), fundamentais para diagnóstico, acompanhamento e tomada de decisão clínica. É importante reconhecer os marcadores, sua ordem de aparecimento e significados clínicos.
Justificativa da alternativa correta (C – 4, 2, 1, 3):
4. Anti-HBc IgM: Marcador de infecção recente. Detectado precocemente após contato com o HBV, caracteriza a fase aguda. Em situações de reativação ou infecção crônica ativa, pode também ser positivo. Segundo o Manual Técnico das Hepatites Virais (MS, p.23): “O anti-HBc IgM é o marcador da fase aguda da infecção.”
2. HBeAg: Indicador de replicação viral e alta infectividade. Está presente durante a fase de intensa replicação do vírus, implicando maior transmissibilidade (Ministério da Saúde, PCDT Hepatite B, p.18).
1. HBsAg: Primeiro marcador a aparecer após infecção. Indica infecção ativa. Sua queda precoce está ligada à resolução aguda ou sucesso terapêutico.
3. Anti-HBe: Sugere transição para fase não replicativa, com diminuição da infectividade, indicando bom prognóstico.
Análise das alternativas incorretas:
A) 2-1-4-3: Troca o anti-HBc IgM (marcador agudo) pelo HBsAg.
B) 4-1-3-2: Confunde o anti-HBe como o primeiro marcador (equívoco conceitual).
D) 2-3-1-4: Utiliza HBeAg e anti-HBe fora de suas respectivas fases, invertendo lógica clínica.
Estratégias para provas: Atente-se a palavras-chave como “primeiro marcador”, “infecção recente”, “alta infectividade” e “fim da fase replicativa” – elas guiam a associação correta.
Referências oficiais: Manual Técnico para o Diagnóstico das Hepatites Virais e Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Hepatite B do Ministério da Saúde, além de Harrison’s (20ª ed.), páginas 2073-2074, que reforçam o comportamento dos marcadores.
Resumo: O entendimento da dinâmica dos marcadores sorológicos é essencial para o manejo correto da Hepatite B e frequentemente cobrado em concursos.
Gostou do comentário? Deixe sua avaliação aqui embaixo!
Clique para visualizar este gabarito
Visualize o gabarito desta questão clicando no botão abaixo
Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
O HBsAg é a substância presente na superfície do vírus da hepatite B que pode ser detectada em exame de sangue de pessoa infectada. Assim, o exame HBsAg positivo indica infecção pelo vírus da hepatite B. Se persistir alterado por 6 meses, o indivíduo é considerado portador de hepatite B crônica.
O HBeAg é um marcador utilizado para monitorar o progresso da infecção pelo vírus da Hepatite B (HBV). Caracteriza a fase de replicação viral e, quando reagente, indica alta infecciosidade. O HBeAg é detectado na fase inicial da infecção, após a aparição do antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg).
O Anti-HBe é um anticorpo específico contra o vírus da hepatite B que pode ser pesquisado no sangue. Os níveis de anti-HBe começam a ser detectados conforme o sistema imune começa combater o vírus. Esses níveis estão relacionados à diminuição da multiplicação viral. Quanto menor a multiplicação viral, menor a chance de infectar outras pessoas.
É a imunoglobulina IgM contra o antígeno central ou nucleocapsídeo (core) viral. Pode ser o único marcador detectável na hepatite fulminante, quando o HBsAg diminui pela necrose hepática severa. Indicação: Marcador de infecção aguda pelo vírus da hepatite B
Clique para visualizar este comentário
Visualize os comentários desta questão clicando no botão abaixo