A esquistossomose mansônica, causada pelo helminto Schisto...

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Q3015796 Medicina
A esquistossomose mansônica, causada pelo helminto Schistosoma mansoni, é uma geohelmintose prevalente em diversas regiões do mundo, incluindo o Brasil. Considerando os aspectos epidemiológicos, clínicos e de controle da esquistossomose, qual das alternativas abaixo apresenta a afirmação mais precisa e completa sobre essa doença? 
Alternativas

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Tema central: Esquistossomose mansônica é uma trematodíase causada pelo Schistosoma mansoni. A infecção ocorre quando cercárias liberadas por caramujos do gênero Biomphalaria penetram a pele em água doce. Os vermes adultos vivem nas veias mesentéricas; os ovos desencadeiam inflamação granulomatosa e fibrose periportal, levando a hipertensão portal. (Harrison’s; OMS/WHO; Ministério da Saúde/BR)

Alternativa correta: B – Transmissão
A via principal é o contato com água doce contendo cercárias eliminadas pelos caramujos hospedeiros intermediários. Exposições típicas: banho em rios, pesque-pague, irrigação, lavagem de roupas. Isso está alinhado às diretrizes da OMS e do Ministério da Saúde para vigilância e controle da esquistossomose.

Por que as demais estão incorretas?

A) Mistura manifestações de espécies. A fase aguda (síndrome de Katayama) pode cursar com febre, tosse, urticária e eosinofilia — correto. A fase crônica do S. mansoni causa hepatosplenomegalia, fibrose periportal e hipertensão portal. Porém, hematúria é típica de S. haematobium (comprometimento urinário), não da mansônica. (UpToDate; Harrison’s)

C) Há dois erros-chave:
- Urina (filtração) é exame para S. haematobium, não para S. mansoni.
- O EPF (Kato-Katz) é o método de rotina para fase crônica e inquéritos populacionais. Na fase aguda, muitas vezes há baixa ou ausente eliminação de ovos (período pré-patente), reduzindo a sensibilidade; sorologia e testes de antígeno (CCA em urina para programas) podem ser mais úteis. (OMS 2022; MS/BR; UpToDate)

D) As medidas de controle estão corretas: educação em saúde, tratamento em massa/dirigido, controle de caramujos e saneamento. O erro é o fármaco: Benznidazol trata doença de Chagas. O tratamento da esquistossomose é com praziquantel (OMS: 40 mg/kg dose única para S. mansoni; no Brasil, costuma-se usar 50 mg/kg), com oxaminiquine como alternativa em alguns contextos. (OMS; Ministério da Saúde)

Dicas de prova (pegadinhas):
- Hematúria e exame de urina apontam para S. haematobium, não mansoni.
- Benznidazol ≠ esquistossomose; lembre: praziquantel é a droga de escolha.
- Na fase aguda, o EPF pode ser negativo; pense em serologia/testes de antígeno e eosinofilia periférica.

Referências rápidas: OMS/WHO Guideline on control of schistosomiasis (2022–2023); Ministério da Saúde do Brasil – Vigilância da Esquistossomose; Harrison’s Principles of Internal Medicine; UpToDate – Schistosomiasis (S. mansoni).

Gabarito: B

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