Sobre a interpretação do trecho “Tirem-nos tudo… mas não no...
Leia alguns trechos do poema “Súplica” da poeta moçambicana Noémia de Souza e responda a questão.
Tirem-nos tudo,
mas deixem-nos a música!
Tirem-nos a terra em que nascemos,
onde crescemos
e onde descobrimos pela primeira vez
que o mundo é assim:
um tabuleiro de xadrez…
(...)
Podem desterrar-nos,
levar-nos
para longe terras,
vender-nos como mercadoria, acorrentar-nos
à terra, do sol à lua e da lua ao sol,
mas seremos sempre livres
se nos deixarem a música!
Que onde estiver nossa canção
mesmo escravos, senhores seremos;
(...)
– Por isso pedimos,
de joelhos pedimos:
Tirem-nos tudo…
mas não nos tirem a vida,
não nos levem a música!
Fonte: Ermira Cultura
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Tema central: Interpretação de Texto, com foco em relações semânticas, especificamente sinonímia (equivalência de sentido) e a construção de sentido pelo eu-lírico.
Análise da alternativa correta (A):
No trecho do poema analisado, ao dizer “Tirem-nos tudo... mas não nos tirem a vida, não nos levem a música!”, o eu-lírico evidencia que “vida” e “música” são essenciais e têm valor semelhante. O uso do conectivo “mas” e a forma como os dois termos são mencionados lado a lado ampliam esse sentido de equivalência. Conforme explica a semântica e reforça a gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra, “sinônimos são palavras que apresentam equivalência aproximada de sentido” — nesse contexto poético, “vida” e “música” aparecem como elementos indispensáveis para a existência digna e com liberdade, sendo quase indissociáveis na construção do sentido do eu-lírico.
O que fundamenta esta escolha: A relação de sinonímia (equivalência semântica) está presente, pois ambos são apresentados como elementos vitais ao existirem juntos, e perder qualquer um deles representa perder o essencial da existência — um conhecimento que está em consonância com o que está nas gramáticas referenciadas.
Análise das alternativas incorretas:
B) Incorreta: O eu-lírico não é pessimista: ao contrário, manifesta esperança e apego à música como valor positivo, mesmo diante das perdas.
C) Errada: “Vida” e “música” não estão em oposição; o texto não sugere contrariedade entre eles, e sim equivalência.
D) Imprecisa: Não há relação de antonímia entre “vida”, “música” e “liberdade”. O poema sugere que a música proporciona liberdade, até em situações de escravidão.
E) Equivocada: As reticências expressam suspensão e expectativa, diferente de ponto de interrogação, que indicaria dúvida ou questionamento — mudando o sentido original da frase (gramática normativa, Bechara).
Estratégia de prova: Sempre relacione os termos ao contexto global do trecho, perceba nuances sugeridas pela proximidade e pela forma de apresentação das palavras. Desconfie de alternativas que atribuam oposição sem base textual ou que distorçam o sentido dado pelo eu-lírico.
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Comentários
Veja os comentários dos nossos alunos
GABARITO: LETRA A
? ?Tirem-nos tudo? mas não nos tirem a vida, não nos levem a música!?
? Os substantivos se referem à graça da vida, à felicidade, tanto que o eu-lírico sugere que tudo seja tirado, exceto a vida e a música (aquilo que faz nos mover, que nos traz alegria e felicidade).
? Planejamento Completo nos estudos grátis: http://3f1c129.contato.site/plangestaoestudost2
FORÇA, GUERREIROS(AS)!!
Antônimos são palavras que apresentam significados contrários
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