Sobre o carcinoma espinocelular, considere as afirmativas e...
( ) São áreas de risco de carcinoma espinocelular: regiões periorificiais, lábios, genitais, orelhas e couro cabeludo.
( ) Exposição a substâncias químicas tais como arsênico, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos, nitrosaminas e agentes alquilantes são fatores de risco.
( ) Estudos demostram que entre 50% e 70% dos CECs são causados pela radiação ultravioleta em peles claras. No entanto, o CEC é o câncer da pele menos comum em pessoas morenas e negras.
( ) Considerando o paciente portador de tumor primário, de baixo risco (menores que 2,0 cm, bem diferenciado, sem envolvimento do subcutâneo, localização em tronco ou extremidades), é correta a excisão clássica CARCINOMA ESCAMOSO DA PELE com margens de 4 a 6 mm, sempre tridimensional.
A sequência correta, de cima para baixo, é
Gabarito comentado
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Tema central: Carcinoma espinocelular (CEC) cutâneo — fatores de risco, áreas anatômicas de maior agressividade e conduta cirúrgica para tumores de baixo risco.
Gabarito: D — V, V, F, V
1) Áreas de risco (V): Regiões periorificiais, lábios (especialmente vermelhão), genitais, orelhas e couro cabeludo são locais associados a maior risco de recorrência e metástase no CEC. Orelha e lábio inferior são clássicos de alto risco. (AAD/NCCN; UpToDate; SBD)
2) Exposição a agentes químicos (V): Arsênico, hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (alcatrão, fuligem), nitrosaminas e agentes alquilantes aumentam o risco de CEC por efeito carcinogênico cumulativo. (Harrison’s; UpToDate)
3) UV em peles claras e frequência em peles escuras (F): A radiação UV responde por grande parte dos CECs em fototipos claros (aprox. 50–70%). Entretanto, em populações morenas e negras, o CEC não é o “menos comum”; ao contrário, tende a ser o mais frequente entre os cânceres de pele nesses grupos, superando o CBC e o melanoma. A pegadinha está no final da frase. (AAD; UpToDate; SBD)
4) Excisão de baixo risco com 4–6 mm (V): Para CEC primário de baixo risco (<2 cm, bem diferenciado, sem invasão do subcutâneo, em tronco/extremidades), recomenda-se excisão padrão com margens laterais de 4–6 mm e margem profunda adequada (avaliação tridimensional do espécime). Isso atinge taxas de cura elevadas (~95%). Mohs é reservado a alto risco/lócus críticos. (AAD 2018/2023; NCCN)
Por que a alternativa D é correta? Ela reflete a sequência exata de verdadeiro/falso ao integrar: locais de alto risco (V), carcinógenos químicos clássicos (V), pegadinha da epidemiologia em peles escuras (F) e margem cirúrgica recomendada em baixo risco (V).
Por que as demais estão erradas?
A (V, F, V, V): Erra o item 2 ao considerar falsos os carcinógenos químicos reconhecidos.
B (V, F, V, F): Além do erro no item 2, também erra o item 4, que é verdadeiro para baixo risco.
C (V, V, V, V): Considera verdadeiro o item 3, mas a afirmação final é falsa (CEC não é o menos comum em peles morenas/negras).
Dicas de prova: - Associe “lábio/orelha/genitais” a alto risco no CEC. - Lembre que arsênico e alcatrão são carcinógenos clássicos. - Atenção à pegadinha epidemiológica: em peles escuras, o CEC costuma ser o mais frequente. - Para baixo risco, memorize “excisão 4–6 mm” no tronco/extremidades; considere Mohs em áreas críticas ou tumores de alto risco.
Fontes: Diretrizes AAD/NCCN para cSCC; UpToDate – Cutaneous squamous cell carcinoma; SBD; Harrison’s Principles of Internal Medicine.
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