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Q2398492 Medicina
O câncer de mama é o mais incidente na população feminina mundial e brasileira, excetuando-se os casos de câncer de pele não melanoma. Políticas públicas nessa área vêm sendo desenvolvidas no Brasil desde meados da década de 1980 e foram impulsionadas pelo Programa Viva Mulher, em 1998. Atualmente, o controle do câncer de mama é uma prioridade da agenda de saúde do país e integra o Plano de Ações Estratégicas para o Enfrentamento das Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) no Brasil, 2011-2022. Sobre o câncer de mama, assinale a alternativa correta.
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Tema central: a questão avalia conhecimentos práticos sobre estadiamento linfonodal (TNM), subtipos moleculares (luminal A/B), indicação de cirurgia conservadora e conduta em BI-RADS 3 — tópicos essenciais para o manejo do câncer de mama.

Gabarito: A

Por que a alternativa A está correta: No TNM (AJCC 8ª ed.), cN2b corresponde a metástases em linfonodos mamários internos homolaterais clinicamente aparentes, sem envolvimento axilar. Isso diferencia de cN2a (axilares fixos/aglutinados) e de cN1 (axilares móveis). Esse detalhe é clássico em provas e está alinhado a diretrizes como NCCN e INCA.

Análise das alternativas incorretas:

B) Descreve, na verdade, perfil de luminal A: RE/RP elevados, baixo grau histológico e baixa proliferação (Ki-67 baixo), geralmente de melhor prognóstico. O luminal B é RE+ com RP mais baixo/ausente, Ki-67 alto, maior grau, e pode ser HER2+ ou HER2−; tem prognóstico pior que luminal A (St Gallen, UpToDate, NCCN).

C) Cirurgia conservadora (setorectomia/quadrantectomia) é o padrão para doença inicial (estádios I–II), quando há relação tumor/mama favorável e possibilidade de radioterapia. Em estádios tardios (localmente avançados/III), a conduta costuma iniciar com terapia neoadjuvante; a indicação de cirurgia conservadora é selecionada e muitas vezes opta-se por mastectomia. Em estágio IV, o foco é tratamento sistêmico. Portanto, a assertiva generaliza de forma incorreta (NCCN, INCA).

D) BI-RADS 3 significa “provavelmente benigno” com risco < 2%, não é “suspeito” e não exige biópsia imediata. A conduta-padrão é seguimento de curto intervalo (geralmente 6, 12 e 24 meses) e biópsia apenas se houver mudança ou fatores adicionais de risco (ACR BI-RADS; INCA/MS).

Estratégia para a prova:

  • TNM nodal: memorize que N2b = mamários internos clínicos, sem axila.
  • Luminal A x B: pense em Ki-67: baixo (A) vs alto (B); grau baixo (A) vs alto (B); RP frequentemente baixo no B.
  • Cirurgia conservadora: regra para doença inicial, não para “estádios tardios”.
  • BI-RADS 3: “provavelmente benigno” = seguimento, não biópsia imediata.

Referências essenciais: AJCC 8ª ed. (TNM); NCCN Breast Cancer Guidelines (2024); ACR BI-RADS Atlas; INCA/Ministério da Saúde – Diretrizes para Detecção Precoce; UpToDate; Harrison’s Principles of Internal Medicine.

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A questão aborda o câncer de mama, focando-se no sistema de estadiamento TNM, que é utilizado para descrever a extensão do câncer em uma paciente. A alternativa A é correta e afirma que um paciente com estadiamento N2b tem metástases em linfonodos mamários internos homolaterais que são clinicamente aparentes, mas sem envolvimento dos linfonodos axilares. Isso significa que o câncer se espalhou para os linfonodos localizados perto do centro do peito do mesmo lado do câncer de mama, mas não atingiu os linfonodos na área da axila. As demais opções apresentam informações incorretas ou contextos inadequados: A opção B descreve erradamente o subtipo molecular luminal B, que de fato possui níveis elevados de hormônio receptor positivo (RE e RP), mas é caracterizado por alto grau histológico e níveis mais altos de proliferação celular (Ki-67), o que está associado a um pior prognóstico, não um bom prognóstico. A opção C é incorreta porque o tratamento conservador como a setorectomia ou quadratectomia é geralmente reservado para estágios iniciais do câncer de mama, não para estádios tardios. Por fim, a opção D apresenta uma recomendação errada para o manejo de uma lesão classificada como BIRADS 3 na ultrassonografia mamária; BIRADS 3 indica uma lesão provavelmente benigna que geralmente requer acompanhamento em vez de uma biópsia imediata.

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