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Q3883485 Medicina
Jovem de 24 anos, G2PN2, no 20º dia pós-parto, procura atendimento com febre (38,5°C), dor intensa na mama direita, endurecimento e área eritematosa em quadrante inferior externo. Relata mal-estar, calafrios e dificuldade para amamentar pelo desconforto. Ao exame da mama direita, observa-se área hiperemiada, endurecida, com elevação da temperatura, sem flutuação palpável. Seu filho está em aleitamento materno exclusivo. A conduta correta a ser indicada pelo médico é a seguinte:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O caso reúne febre, mal-estar, calafrios, dor mamária focal, hiperemia, endurecimento e ausência de flutuação no puerpério, o que caracteriza mastite lactacional sem abscesso; nessa situação, a conduta indicada é antibiótico associado à manutenção da amamentação e/ou ordenha da mama.

Tema central: Mastite puerperal sem abscesso
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque suspender o aleitamento na mama acometida contraria o princípio terapêutico da mastite puerperal sem abscesso. A interrupção da sucção aumenta a retenção de leite, piora a estase láctea e pode agravar dor e inflamação. Neste cenário, a conduta correta é manter amamentação e/ou ordenha.
B
Errada
Está errada porque medidas locais e analgésicos isoladamente não tratam o componente infeccioso do quadro. A presença de febre, calafrios, mal-estar e placa inflamatória mamária focal diferencia mastite bacteriana de ingurgitamento ou estase simples, exigindo antibiótico.
C
Errada
Está errada porque anti-inflamatório pode atuar apenas como medida adjuvante sintomática, mas não substitui o tratamento causal de uma mastite com sinais sistêmicos. O problema central aqui não é só inflamação e dor; há quadro compatível com infecção puerperal mamária, o que requer antimicrobiano adequado.
D
Certa
A alternativa D está correta porque o quadro clínico é típico de mastite lactacional infecciosa sem evidência de coleção: há sinais inflamatórios locais importantes e repercussão sistêmica, o que exige tratamento antimicrobiano. Como não há flutuação palpável, não há base no enunciado para indicar drenagem imediata. Além disso, manter amamentação e ordenha faz parte do manejo, porque o esvaziamento da mama reduz a estase láctea e favorece a resolução do processo inflamatório.
E
Errada
Está errada porque drenagem cirúrgica imediata é conduta voltada para abscesso mamário, cuja suspeita clínica se apoia em coleção, frequentemente com flutuação. O enunciado informa ausência de flutuação palpável, portanto não sustenta abscesso estabelecido nem procedimento invasivo como primeira abordagem.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre mastite infecciosa e abscesso: a ausência de flutuação não exclui mastite, apenas afasta drenagem imediata; outro erro induzido é achar que a dor justifica suspender a amamentação.
Dica para questões semelhantes
  • Em lactante com dor mamária focal, hiperemia e febre, pense primeiro em mastite infecciosa, não em ingurgitamento simples.
  • Use a flutuação como dado de decisão para abscesso: sua ausência afasta drenagem como conduta inicial.
  • Na mastite puerperal sem abscesso, o manejo combina antibiótico com esvaziamento contínuo da mama por amamentação ou ordenha.

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